Ao terceiro dia de competição, a La Vuelta chega aos Pirenéus e logo com a primeira chegada em alto! Teremos Tadej Pogacar a somar nova vitória ou será o primeiro dia para a fuga?

 

Percurso

O pelotão ainda parte de França para a 3ª etapa da Vuelta, com 110 kms praticamente planos, sendo que depois o terreno começa a subir, num falso plano que leva até ao Col de Mont-Louis (19 kms a 4,9%) cujo alto fica a 16,6 kms do fim. Rápida descida e, num instante, os ciclistas vão estar no sopé da subida final. Falamos de Font Romeu (9,9 kms a 4,9%), uma subida muito regular e que raramente passa das pendentes médias, tornando esta uma subida muito rápida.



Táticas

Por Tadej Pogacar e pela UAE Team Emirates, não vemos qualquer oposição à vitória da fuga. Se hoje pudesse ter cedido a camisola vermelha, o esloveno tinha-o feito, só não aconteceu pela dificuldade da chegada. Amanhã é o cenário ideal, colocando um ciclista não perigoso para a geral na liderança. Para além disso, todas as equipas sabem que frente a Pogacar não têm hipóteses, por isso vão tentar estar na fuga. Para além disso, tem sido recorrente, na Vuelta, a primeira chegada em alto/etapa de montanha sorrir à fuga. Os dados estão lançados, esperamos uma boa etapa, jogada em duas frentes.

 

Favoritos

Andreas Leknessund – já merece uma vitória deste calibre. O norueguês bateu por 3 vezes na trave no Giro, vai procurar vingança nesta Vuelta. Não é um puro trepador, mas estas pendentes são perfeitas para o seu motor e, se tiver de atacar de longe também o vai fazer, consegue fazer largos quilómetros sozinho na frente. 

Jarno Widar – um ciclista mistério, tanto está bem como passa ao lado da corrida. Abandonou em Burgos devido a doença mas se aqui está é porque está recuperado. Este tipo de chegadas mais explosivas são boas para as suas características, um ciclista que venceu muito enquanto sub-23 em finais como estes.

 

Outsiders

Wout van Aert – falhou a conquista da camisola vermelha hoje, amanhã tem nova oportunidade. O belga preparou a Vuelta com afinco, estará muito motivado e tem contas a ajustar depois do abandono em 2024. Como as subidas não são assim tão duras, Van Aert não terá dificuldades, e depois tem o sprint a seu favor.




Pablo Castrillo – outro ciclista que se fartou de tentar no Tour mas sem sucesso. É neste tipo de etapas que tem de aparecer, subidas longas mas não muito íngremes, perfeitas para o motor do espanhol da Movistar. Se tiver companhia na frente pode ser importante, o fator tático é decisivo nas fugas.

Tadej Pogacar – se o cenário o permitir, o esloveno não vai desperdiçar. Não importa o tipo de chegada que terá pela frente, fosse mais dura ou mais fácil, Pogacar pode vencer em todos os cenários possíveis, é só escolher. Quanto mais cedo sentenciar a Vuelta melhor para si, pode gerir as forças.

 

Possíveis surpresas

Ivan Romeo – chega em excelente forma e é um sério candidato a vencer na Vuelta. Este tipo de inclinações são perfeitas para o espanhol que gostaria muito de vencer e envergar a camisola vermelha. Pode vencer isolado ou num grupo reduzido.

Tobias Halland Johannessen – tanto tentou no Tour e saiu de mãos a abanar. O norueguês ainda procura a primeira grande vitória da carreira, está ao virar da esquina. É daqueles que gostaria uma corrida mais endurecida para afastar os ciclistas mais rápidos, apesar da sua boa ponta final.

Lorenzo Fortunato – pode ser a primeira fuga em busca dos pontos da montanha e, quem sabe, juntar já a etapa. Puro trepador, longe de ser a jornada ideal, mas as oportunidades são para se aproveitar.

Markel Beloki – muita expectativa para ver o jovem espanhol nesta prova. Um ciclista que não se pode dar muito espaço, anda muito bem no esforço solitário e, para além disso, tem uma excelente ponta final.

Valentin Paret-Peintre – o que não conseguiu no Tour pode aparecer na Vuelta. Não podemos acusar o francês de falta de combatividade, se tiver marcada esta etapa no livro de prova vai tentar a todo o custo. Até gostava de um final mais duro, mas é um ciclista explosivo e rápido o suficiente para vencer ao sprint.



Finn Fisher-Black – não é nenhum trepador, mas esta também não é uma etapa de montanha normal. O final simples e explosivo favorecer o neozelandês que já hoje mostrou vontade, arrancou foi cedo demais. Tem de aproveitar o bom momento de forma com que chega.

Oscar Onley – a vitória em Burgos deu muita motivação ao ciclista escocês, já não o víamos assim há muito tempo. É um ciclista muito explosivo, se algo falhar com Pogacar pode aproveitar.

Mattias Skjelmose – outro ciclista muito explosivo e que estará à espera de um erro de Pogacar para se estrear a ganhar em Grandes Voltas. O dinamarquês é muito combativo, nunca desiste.

Santiago Buitrago – se há ciclista que pode atacar de longe é Buitrago. O colombiano tem nos ataques de longe uma das suas imagens de marca e, muitas vezes, têm resultado, basta os favoritos entreolharem-se entre si. Se não tentar não sabe se terá sucesso.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Ben Tullett e Ramses Debruyne.

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