O fim-de-semana do Tour de France começa com mais uma oportunidade para os sprinters. Após a demonstração de poder de hoje, teremos Tim Merlier a somar novo triunfo?

 

Percurso

Entre Périgueux e Bergerac, os ciclistas vão fazer 180,4 kms. Apesar de ter duas contagens de montanha, o Côte de Domme (3,7 km a 3,3%) e o Côte du Buisson-de-Cadouin (2,2 km a 5,6%) siutados na parte central da etapa, o restante terreno é completamente plano. Olhando para os últimos 3 kms, há uma curva de 90 graus à direita a 2,5 kms do fim, longa reta até aos 1200 metros com nova curva a direita e depois curva a esquerda para a reta da meta com 500 metros de extensão.




Táticas

Um pouco como a antevisão de ontem, esperamos uma fuga pequena, talvez com Baptiste Veistroffer novamente na frente com um ciclista da Caja Rural, e o pelotão a não permitir grande liberdade. A Soudal Quick-Step vai correr com menos pressão mas deve continuar a ajuda a Alpecin-Premier Tech e a NSN, duas equipas que ainda não venceram e cuja pressão continua a aumentar dia após dia.

 

Favoritos

Tim Merlier – que sprint, que demosntração de potência hoje! Já tínhamos avisado que mesmo com um comboio mais fraco, o belga não teria problemas, é alguém que gosta e tem capacidade de surfar nas rodas dos rivais. A dupla com Jasper Stuyven parece funcionar na perfeição, com a confiança em alta têm tudo para voltar a repetir vitória.

Biniam Girmay – tem sido dos mais regulares mas, tal como muitas vezes, a vitória não aparece. Está a precisar de um grande momento para dar o click e soltar-se para grandes exibições. A NSN continua a ter um dos melhores comboios, tem sido fundamental para a boa colocação do ciclista eritreu.

 

Outsiders

Jasper Philipsen – continua sem convencer, 5º e 6º nas chegadas ao sprint, mas um ciclista desta qualidade nunca pode ser descartado. A Alpecin-Premier Tech fez um bom lançamento hoje mas mesmo assim ainda há erros a corrigir e, numa equipa com esta capacidade vão aprender e fazer mais. Nada melhor que compensar um erro com uma vitória.



Olav Kooij – a falta de ajuda no final foi fatal para o desfecho de hoje, algo que já era temido até pelo próprio. Tem que estar mais na frente e escolher a roda dos principais favoritos pois já vimos que no frente-a-frente é capaz de os derrotar.

Max Kanter – continua a surpreender pela positiva devido à regularidade tremenda. O alemão está com níveis de confiança brutais, a XDS Astana também está a fazer grandes trabalhos nas aproximações às chegadas, e tudo isto ajuda para os bons resultados. Num dia perfeito, a vitória pode aparecer.

 

Possíveis surpresas

Soren Wærenskjold – bem avisámos que o final de hoje era bom para as suas características e não desiludiu. Em finais mais lançados e quando está bem colocado, o gigante norueguês é um perigo, consegue impor uma velocidade impressionante.

Milan Frentin – dois top-10 e mais uma vez vimos a Cofidis a fazer um bom trabalho na aproximação, falta é aquela pontinha de sorte para não ceder nos quilómetros finais. Fretin é muito regular, acreditamos que até possa melhor os resultados.

Mads Pedersen – não é um ciclista para este tipo de sprints, mais uma vez voltou-se a comprovar. Será um dia de defesa da camisola verde, terminar no top-10 é muito importante.



Phil Bauhaus – primeiro top-10 neste Tour, deverá dar alguma confiança para o que aí vem. Sem muito apoio, a tarefa não será fácil, mas voltar a repetir o resultado é o objetivo mais realista.

Pavel Bittner – o comboio da Picnic PostNL continua a falhar e o checo não consegue estar na luta. Hoje já se viram ligeiras melhorias, pode ser que, aos poucos, consigam corrigir os erros que têm cometido.

Pascal Ackermann/Dorian Godon/Fernando Gaviria – o top-10 é o objetivo para todos, dos 3 apenas Godon já o conseguiu mas se tivessemos de apontar um nome para terminar entre os melhores, apesar do apoio mais reduzido, seria Gaviria. É o sprinter mais kamikaze, por vezes têm os seus resultados.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Clément Russo e Fred Wright.

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