Antevisão da prova de contra-relógio dos Campeonatos do Mundo 2021

Está na hora dos Campeonatos do Mundo! Os elites masculinos abrem as hostilidades na Bélgica, numa luta que promete.

 

Percurso

Não há muito para analisar neste campo, são 43 quilómetros totalmente planos por estradas belgas, repletos de longas rectas e de curvas apertadas, algumas bastante técnicas.

 

A Elite

Para esta corrida consideramos que há claramente 4 nomes com mais favoritismo em relação aos demais. Não é de descartar uma repetição do pódio dos Europeus, ao qual juntamos o nome de Wout van Aert, todos os outros estão a correr um pouco por fora. Achamos que vai haver muito equilíbrio, encontramos razões para qualquer um dos 4 ser considerado o principal candidato.



Favoritos

Tal como nos Europeus, consideramos que este traçado é perfeito para Filippo Ganna. O italiano tem estado bastante inconsistente, mas este é o seu grande objectivo para a parte final da época, até abdicou do Paris-Roubaix para se concentrar mais no contra-relógio. A distância também é muito boa para ele, lembrando o bom contra-relógio que fez recentemente nos Jogos Olímpicos apesar de não ir de encontro às suas características.

Remco Evenepoel tem um registo fantástico em grandes campeonatos, nomeadamente nos Mundiais, é preciso recordar que o jovem belga foi 2º em 2019 no ondulado percurso de 54 kms em Yorkshire. Fez 3º nos Europeus depois de um Benelux Tour conturbado, aqui estará a 100% e é um grande perigo pois aparenta estar perto da melhor forma.

 

Outsiders

Os Europeus foram de Stefan Kung, o suíço conseguiu renovar o título no traçado também plano em Trento, quando também tinha sido 4º nos Jogos Olímpicos. Aqui a pressão é outra, Kung fez 3º nos Mundiais em 2020, 10º em 2019 e 12º em 2018. O problema de Kung poderá ser a distância, ele nunca foi incrível acima dos 35 kms, mas parece estar num dos melhores momentos da sua carreira e o triunfo nos Europeus deu-lhe certamente confiança.



Wout van Aert voou autenticamente no Tour of Britain e é outro grande perigo. É verdade que o fenomenal belga foi apenas 6º nos Jogos Olímpicos, mas a preparação não foi a ideal ao cumprir o Tour até ao fim. Foi 2º nos Mundiais em 2020, mostrando bem que pode andar muito bem nestes eventos. O facto de ter a prova de estrada e o Paris-Roubaix em mente e possivelmente não ter feito tanta preparação específica como os rivais justifica a sua ausência nos favoritos. Ainda assim, pela sua capacidade, cremos que tem boas chances de ganhar.

Edoardo Affini é um dos nomes que pode surpreender na luta pelas medalhas, é um ciclista muito pesado e capaz de grandes resultados ocasionalmente. Pensamos que preferiria um percurso mais curto, mas já realizou boas exibições em distâncias longas, como nos Nacionais e nos Mundiais em 2019 (o 16º posto na altura foi bom para ele).



Possíveis surpresas

Olhando para os Europeus dá para identificar alguns nomes que deverão ameaçar o top 5 e integrar o top 10. Para corredores mais explosivos como Stefan Bissegger ou Max Walscheid o facto da distância ser o dobro é prejudicial, enquanto motores mais a gasóleo como Kasper Asgreen ou Remi Cavagna vão preferir uma distância destas. Destes nomes talvez apenas Bissegger num dia incrível possa sonhar com a medalha, consideramos nós. Para os portugueses Rafael Reis e Nelson Oliveira o top 15 deverá ser o objectivo e já é um bom resultado, enquanto Tadej Pogacar preferia mais montanha no traçado. Josef Cerny é um nome interessante para o top 10, o checo é muito poderoso e gosta de distâncias longas. Tony Martin vai tentar regressar aos bons velhos tempos onde era quase sempre um favorito, apesar de não ter grandes resultados em campeonatos há algum tempo, foi campeão nacional há uns meses batendo Walscheid por 1:10. Tom Scully corre muito por fora, é um corredor possante, que se preparou muito para esta prova e geralmente os neozelandeses preparam bem estes eventos.



 

Super-Jokers

Os nossos Super-Jokers são Lawson Craddock e Brandon McNulty

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