Entre os Monumentos do empedrado, chegou a hora dos voltistas lutarem por mais uma prova por etapas. Este ano, a Volta ao País Basco apresenta um percurso muito duro, com muitas subidas e um contrarrelógio no primeiro dia que promete fazer diferenças!

 

Percurso

Etapa 1

 

Para dar as boas vindas ao País Basco, temos um contrarrelógio com partida e chegada a Bilbao na distância de 13,8 quilómetros, onde apresenta apenas uma dificuldade na localidade de Santo Domingo com a duração de 2,4 quilómetros a 7%, após essa subida, tudo indica que será uma etapa tranquila, mas que vem para definir os candidatos a vitória final.



Etapa 2

Para o segundo dia de competição, entre Pamplona e Mendukilo vão ser percorridos 164,9 quilómetros, e aqui será uma etapa com sobe e desce constante com os homens da geral a terem 3 subidas de 3ª categoria, e uma de 1ª categoria que é a subida de San Miguel de Aralar com uma extensão de 9,4 quilómetros a 7,9% de inclinação e onde os homens da geral podem lutar entre si a etapa. Os últimos 1200 metros são a 7,4%, uma chegada muito explosiva.

 

Etapa 3

Vai ser disputada na cidade de Basauri, a 3ª etapa desta prova com os ciclistas a percorrem 152,8 quilómetros e ao inverso do dia anterior, irá ser uma etapa calma com os sprinters a ter uma hipótese de discutir a etapa, sendo que a ultima dificuldade do dia em Sarasola, 2 quilómetros a 5,7%, está colocada a cerca de 23 quilómetros do fim. os últimos 1200 metros são a 6%, com os derradeiros 400 metros a 8,8%, mais uma chegada muito dura.

 

Etapa 4

Galdakao vai receber o inicio e o final da etapa da prova basca onde os ciclistas vão percorrer 167,2 quilómetros, onde vai haver uma dupla passagem na região de Legina com 3,2 quilómetros a 8% de inclinação e o final de etapa tem uma subida de 1 quilómetro a 7,5%, e depois desta etapa, certamente vai haver mexidas na geral.

 

Etapa 5

 

Para a etapa rainha do Pais Basco, os ciclistas vão percorrer 176,2 quilómetros na cidade de Eibar vai ser uma etapa bem mexida com diversas subidas durante a etapa, mas a penúltima subida na localidade de Izua a ser curta com 3,6 quilómetros mas a 10% de inclinação irá certamente fazer ainda mais a diferença no top-10 final, apesar de ainda haver a subida para Urkaregi mas o grupo nessa fase já ter mais seletivo.



Etapa 6

Com partida de Antzuola e chegada a Bergara, enganem-se aqueles que a etapa de 135,2 quilómetros vai ser calma, pois vai ser uma etapa mexida e se a vitória geral não estiver fechada, então é que vai ser atacada, onde a maior dificuldade é a subida de Aentzio com 7,2 quilómetros a 5,4% mas os últimos 3 quilómetros serão a 8%, sendo que depois desta subida será sempre a descer até a linha de meta.

 

Táticas

Tal como no ano passado, a Volta ao Pais Basco é um traçado bem mais diversificado do que o normal, é verdade que temos 4 etapas de montanha que prometem fazer diferenças, mas há um contrarrelógio individual plano, isto é sinal de uma organização que de certa forma amadureceu um pouco e sabe da importância de um percurso variado.

Não há um único final em alto e as subidas têm em comum o facto de serem muito inclinadas e relativamente curtas, o que torna o posicionamento ainda mais importante, é crucial ter um bloco coeso e ter boa capacidade de descida, para além de se defender no contrarrelógio individual. Parece-me ser uma prova potencialmente muito aberta, não vejo um nome a ser o dominador absoluto e pode haver surpresas, claramente os blocos mais fortes são da Red Bull-BORA, Decathlon, Lidl-Trek e UAE Team Emirates.

 

Favoritos

Isaac Del Toro – O mexicano da UAE Team Emirates vem de vencer o UAE Tour e Tirreno Adriático, duas provas World Tour, e ajudou ainda na vitória de Pogacar na Milan-Sanremo. Com um bloco direcionado para ele, certamente que vai dar espetáculo, e tentar vencer a 3ª prova de uma semana nesta temporada.

Juan Ayuso – Depois do abandono no Paris-Nice, o espanhol volta à competição e pronto para liderar a Lidl-Trek. O jovem vem como líder da equipa e uns dos favoritos a vencer a prova basca e apesar da forma puder ser uma incógnita, acreditamos que esteja a um grande nível. A correr em casa, e depois do abandono, deverá querer dar uma resposta positiva. Já venceu esta prova em 2024.



Outsiders

Paul Seixas – Depois de ser 2º na Volta ao Algarve e 2º na Strade Bianche, o francês regressa à competição e com os olhos postos na vitória e num duelo da nova geração com Ayuso e Del Toro. Esta é uma prova que se encaixa na caraterísticas do ciclista da Decathlon, seria impressionante vencer aos 19 anos. Matthew Riccitello é um apoio importante.

Florian Lipowitz – após o 3º lugar na Volta a Catalunha, o alemão da Red Bull-BORA vem como líder e com o intuito de melhorar o 4º lugar na época passada. Está numa equipa que está a fazer uma grande temporada e com Roglic a seu lado podem fazer uma dupla muito perigosa que, neste tipo de etapas é fundamental.

Cian Uijtdebroeks – o belga que se encontra agora na Movistar vem como líder de equipa, apesar que o contrarrelógio não é o seu forte mas pode tentar minimizar a perda para os outros lideres logo no primeiro dia, e terá mais “liberdade” para lutar por um top-10. Será nesta prova que o corredor vai mostrar novamente a sua qualidade dos tempos da Bora-Hansgrohe? É esperar para ver.

 

Possíveis surpresas

Mattias Skjelmose – não vem como líder da Lidl-Trek, mas pode muito bem trabalhar com Ayuso e serem um duo muito perigoso. Certamente que o dinamarquês terá uma palavra a dizer na prova basca.

Primož Roglič – a semelhança de Skjelmose, o esloveno vem como segundo líder da Red Bull-BORA, e não sendo o Roglič dos anos anteriores, se fizer um bom contrarrelógio pode-se intrometer na luta pela geral. Veremos se apresenta com a forma do Tirreno-Adriático e da Milan-Torino.

Harold Tejada – O colombiano é um nome bastante sólido para o top 10, sendo que vem de um 4º no UAE Tour, e um 10º no Paris-Nice. O ciclista da Astana vem certamente para melhorar a classificação do ano passado, 21º.

Ilan Van Wilder – O belga da Soudal-Quick Step apresenta-se este ano com o seu melhor resultado,  11º no UAE Tour. Apesar disso parte com alguma liberdade pois não deverá trabalhar para Mikel Landa. Tem de mostrar que é um dos líderes da equipa em provas como esta.

Pello Bilbao – Os anos podem passar por ele, mas a qualidade está sempre lá. Já numa fase descendente da sua carreira, o ciclista da Bahrain tem sempre uma palavra a dizer na prova. Com um 12º no GP Miguel Indurain no passado sábado, o espanhol pode lutar por vitórias numa etapa que lhe seja favorável. A sua experiencia vai-se fazer ver na ajuda a António Tiberi.

Ben Healy – Não acredito propriamente no irlandês para a classificação geral, mas é um forte candidato a ganhar uma etapa no meio da anarquia após as subidas, é alguém muito ofensivo, que não é encarado como um perigo para a geral e que está a ultimar os detalhes para brilhar nas clássicas. Com isto pode ganhar tempo e, quem sabe, intrometer-se na luta pela geral.



Brandon McNulty – Del Toro é o líder mas o norte-americano é uma alternativa muito séria, ainda para mais com o contra-relógio. Está a fazer uma excelente temporada no apoio aos seus líderes, o seu momento pode chegar quando menos se espera.

Kevin Vauquelin – 5º no Algarve e 4º no Paris-Nice, excelentes resultados na estreia pela INEOS. O francês tem aqui mais uma prova ao seu jeito, com um contra-relógio e etapas de montanha sem enormes chegadas em alto. Muito cuidado com Vauquelin!

Tobias Halland Johannesen – mais um ciclista já com 2 top-10 em provas por etapas este ano, a confiança está em alta. Um corredor muito explosivo, sem medo de atacar e que tem um percurso perfeito para as suas características.

Ion Izagirre – longe vão os seus tempos áureos, mas a forma como ganhou o GP Miguel Indurain merece uma menção. No seu ano de despedida, quererá dar espetáculo perante o seu público e conseguir um bom resultado.

 

Super-Jokers

Os nossos Super-Jokers são: Markel Beloki e Ivan Cobo.

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