Tappone dolomitico como dizem os italianos e tinham razão no que se previa! 40 kms de grande velocidade, após a partida em Feltre, e como se previa, a fuga só se viria a formar com a chegada do Passo Duran. É certo que já existia mais de uma dezena de ciclistas na frente, mas apenas Chris Harper se podeia considerar um nome importante para a etapa. A subida chegava e do pelotão saltavam nomes importantes como Damiano Caruso, Giulio Ciccone, Enric Mas, Einer Rubio, Jan Hirt, David de la Cruz, Sepp Kuss, Giulio Pellizzari e Wout Poels.



As diferenças eram curtas, o Passo Duran era muito longo, e a Tudor tinha outras ideias, lançando ao ataque Mathys Rondel e Michael Storer, aos quais se juntava Derek Gee. Na subida de Coi, este grupo conseguia fazer a ponte para a frente, pelo que 6º, 7º e 9º da geral estavam na frente, com a Visma|Lease a Bike a manter o grupo a nunca mais de 2:3o. A colaboração na frente não era muita e, a 80 kms do fim, Rubio e Ciccone isolavam-se, conseguindo cerca de 30 segundos para o grupo perseguidor, do qual Harper conseguia fazer a ponte para a frente já depois da subida de Forcella Staulanza. Para trás, 3 subidas, Ciccone passava na frente as 3 e somava 76 pontos.

Até ao início do Passo Giau o grupo da frente voltava a crescer, com a maioria dos trepadores a reentrar. Atrás, Tim Rex deixava de trabalhar e eram Bert Lemmen e Victor Campenaerts quem impunham o ritmo. A meio da subida, a Red Bull-BORA começou a ajudar, num grupo dos favoritos reduzido a menos de 20 ciclistas, mas foi sol de pouca dura pois Lemmen voltou a liderar o grupo dos favoritos até ao alto, com 2:30 de atraso para a frente, onde já só restavam Caruso, Ciccone, Gee, Storer, Rubio, Kuss, Pellizzari e Hirt. Ciccone passava na frente o Passo Giau, a Cima Coppi deste Giro, e passava a ser líder virtual da montanha.



Com a diferença a crescer para os 3 minutos, Gee e Storer começavam a ameaçar Felix Gall e Thymen Arensman, o que obrigou Decathlon e Netcompany INEOS a trabalhar no grupo dos favoritos, pelo menos estabilizando a diferença. Rubio queria ganhar inimigos e, depois de se desentender com Gee no Km Red Bull, foi a vez de o fazer com Ciccone no alto do Passo Falzarego, sprintando e acabando à frente do italiano. Este não gostou, mostrou o seu desagrado e …. lançou-se descida abaixo!

Descida supersónica de 25 kms do ciclista da Lidl-Trek que entrou na subida final com 1 minuto de vantagem para o grupo perseguidor e 2:20 para o grupo dos favoritos. Parecia uma vantagem grande mas mal se começou a subir notou-se que não seria e, a 2 kms do fim, Kuss chega à roda e passa direto pelo italiano que estava em quebra nítida. Kuss pedalou para a vitória, conquistando pela primeira vez uma etapa no Giro e completando a triologia das Grandes Voltas. Gee ainda passou Ciccone e foi 2º.



Atrás, a Decathlon pegou na corrida e acelerou para o ataque de Felix Gall a 4 kms do fim. Apenas Vingegaard seguiu o austríaco e este duo foi apanhando todos os elementos da fuga. Jai Hindley conseguiu juntar-se e com Pellizzari apanhado, passou a ser este a comandar até ao quilómetro final, altura em que tudo ficou nas mãos do líder da Red Bull-BORA. No sprint, Gall e Vingegaard ganharam 3 segundos a Hindley que, mais importante, assaltou o 3º lugar, já que Arensman cedeu 1:02. Afonso Eulállio foi 16º a 2:25.

Na geral, Vingegaard, em modo controlo, continua líder com os mesmos 4:03 para Gall, com Hindley a ser 3º a 5:04. Arensman caiu a 4º e Gee é o novo 5º, por troca com Afonso Eulálio. O português conseguiu manter a liderança da juventude.

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