A Eslováquia ficou sem corredores disponíveis para a prova de estrada masculina e encontrou uma solução tão improvável quanto insólita: levar o seu massagista para a bicicleta. Vladimír Kováčik, de 28 anos, viajou para Montréal como massagista da seleção eslovaca e, no domingo, acabou por alinhar na prova de estrada dos Campeonatos do Mundo.



A Eslováquia tinha quatro vagas, mas ficou sem os três corredores inicialmente previstos por razões distintas. Lukáš Kubiš não foi autorizado pela Unibet Rose Rockets a participar, enquanto Matthias Schwarzbacher e Martin Svrček ficaram de fora devido a problemas físicos. Quando surgiram as baixas, o prazo de inscrições já tinha terminado, deixando a seleção sem possibilidade de chamar substitutos.

Foi então que surgiu Kováčik, ex-ciclista sem competir desde 2017, mas que mantém a licença necessária na UCI e já estava integrado na comitiva eslovaca.

A razão para a solução de recurso era simples: a Eslováquia precisava de ter um corredor na partida para evitar que os seus campeonatos nacionais descessem de ranking em 2027 e, deste modo, garantir os pontos UCI dos mesmos. Ora, estes pontos UCI serão fundamentais para oprocesso de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.



E Kováčik não se limitou a marcar presença. O massagista conseguiu permanecer no pelotão durante mais de 100 quilómetros, antes de perder o contacto na entrada para o circuito final e abandonar, quando ainda faltavam cerca de 168 quilómetros para a meta. “É um sonho para qualquer corredor. E eu sou massagista, por isso é uma loucura”, confessou Kováčik antes da partida.

Uma história improvável num Campeonato do Mundo: nove anos depois da sua última corrida, o massagista da seleção eslovaca voltou a vestir o equipamento de competição e alinhou lado a lado com os melhores do mundo.

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