Dia de prova rainha dos Campeonatos do Mundo 2026, dia para descobrir o sucessor de Tadej Pogacar! Logo nos primeiros quilómetros formou-se a fuga destes Mundiais, praticametne 20 ciclistas na frente, com destaque para os World Tour Andreas Leknessund, Felix Engelhardt, Biniam Girmay e Henok Mulubrhan. Apesar de numeroso, este grupo chegou a ter mais de 7 minutos, com França, Países Baixos, México e Bélgica a passarem pela frente do grupo.



Foi ao ritmo da França e de Bruno Armirail que toda esta diferença foi anulada, com a apanhar os últimos fugitivos à falta de 108 kms após a 5ª volta ao circuito de Montreal. Vários ataques na volta seguinte, com Anthon Charmig a ganhar uma pequena vantagem e a entrar na volta seguinte isolado, até receber a companhia de um numeroso grupo onde estavam nomes como Mathieu van der Poel, Ben Healy, Maxim van Gils, Wout van Aert, Primoz Roglic, Brandon McNulty e Giulio Pellizzari. Este grupo veio a dividir-se, até que ficaram na frente Roglic, Van Aert, Charmig, Onley, Van der Poel e Simmons, com a França a assumir a perseguição no já reduzido pelotão.

Com a vantagem a atingir os 40 segundos e a subida principal a chegar, os alarmes soaram no pelotão, com Isaac del Toro a passar à ação. Ao ritmo do mexicano, a corrida ficou mais séria, com Evenepoel, Seixas, Ciccone, Ayuso, Jorgenson, McNulty e Healy a aguentarem no grupo perseguidor. A aproximação não foi feita e Van der Poel voltou à carga, escapando com Onley e Simmons. Entendimento perfeito a frente, atrás o oposto , em nova passagem pela meta, a falta de 70 kms, o grupo de Evenepoel/Seixas já estava a quase 1 minuto. A apenas 15 segundos, Roglic deixou Van Aert para trás e conseguiu fazer a ponte para a frente na principal subida do circuito.




Vendo a diferença a aumentar, os ataques foram-se sucedendo, com Seixas, Pidcock, Del Toro e Healy a juntarem-se ao grupo perseguidor, ao contrário de Evenepoel. O belga, com a ajuda de Van Aert, conseguia recolar mas, em nova ainda, voltava a ceder. A 35 kms do fim, finalmente havia junção com o grupo de Van der Poel, ficando cerca de 10 ciclistas na frente. Hesitação no grupo e ataque de McNulty a 33 kms do fim, com o norte-americano a ter 1 minuto de vantagem a 26 kms do fim e a manter a 13 kms, à entrada da última volta. Com a falta de colaboração no grupo perseguidor, mais ciclistas iam reentrando e foi um grupo numeroso que entrou na perseguição a McNulty.

Os ataques foram uma constante, McNulty chegou a estar a apenas 15 segundos mas sem colaboração voltou a abrir espaço e a acreditar na vitória. O terreno tornou-se mais rápido, McNulty acreditou, não desistiu e levou a sua missão até ao fim! Em Montreal, McNulty sagrou-se o campeão do Mundo surpresa, a grande vitória da carreira! A apenas 13 segundos chegou o grupo perseguidor, com Michael Matthews a vencer o sprint pela prata à frente de Van der Poel.

By admin