Movistar também aposta tudo no Tour em 2020

Com toda a pompa e circunstância a Movistar anunciou hoje o calendário dos 3 principais líderes: Alejandro Valverde, Marc Soler e Enric Mas. Podendo haver alguma surpresa durante a temporada para já estes são os 3 corredores que estão numa posição mais elevada na formação espanhola depois da saída de Nairo Quintana, Mikel Landa e Richard Carapaz.




O principal ponto a reter é que nenhum deles irá ao Giro e todos eles irão ao Tour, possivelmente partindo com uma liderança partilhada, também dependendo do que acontece até lá. Posteriormente Marc Soler e Alejandro Valverde também têm prevista a participação na Vuelta, enquanto que Enric Mas só tem calendário definido até ao Tour.

A única competição onde os 3 líderes irão coincidir para além do Tour é no Challenge Mallorca, que começará já amanhã. Depois o trio dividirá responsabilidades até Junho, começando por Marc Soler, em princípio fará Volta à Comunidade Valenciana, Vuelta a Andaluzia, Strade Bianche, Tirreno-Adriatico, Volta a Catalunha e Volta a Suiça.




Já Alejandro Valverde tem o calendário bem preenchido, com a Volta à Comunidade Valenciana, a Vuelta a Murcia, o UAE Tour, a Strade Bianche, a Volta a Catalunha, as clássicas (algumas do paralelo e todas das Ardenas), uma corrida por etapas em Junho (entre Occitanie, Dauphine e Suiça), o Tour, os Jogos Olímpicos e ainda a Vuelta e os Mundiais, nem parece que tem quase 40 anos.

Por fim, o reforço da equipa Enric Mas terá uma agenda bem menos ocupada, em Fevereiro só fará a Vuelta a Andaluzia, em Março o Paris-Nice, antes de ajudar Valverde nas clássicas e liderar na Volta ao País Basco. Segue-se o Dauphine antes do Tour e ainda não tem qualquer plano depois da “Grand Boucle”.




É uma Movistar que, de certa forma, irá correr sobre brasas depois da revolução que fez no plantel, deixando sair muitos ciclistas de grande valia. E é um risco grande apostar tanto no Tour, contra o possível bloco Froome/Bernal/Thomas da Ineos e o possível bloco Dumoulin/Roglic/Kruijswijk da Jumbo-Visma. Até que ponto não seria mais prudente enviar Marc Soler ao Giro até para o espanhol tem uma primeira experiência de liderar em Grandes Voltas?

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