Dia para um clássico dos clássicos, com a prova de um dia mais antiga do Mundo, a Milano-Torino! A Basílica de Superga voltava a ser o palco de todas as decisões, uma subida a ser ultrapassada por duas vezes e que, ao contrário de outras edições, começou a ser importante logo na primeira passagem. A fuga do dia viria a ser alcançada nessa fase e Primoz Roglic, um dos principais favoritos, decidiu animar a corrida de longe.
20 kms para o fim e o esloveno partia o grupo dos favoritos que, pouco a pouco, foi conseguindo juntar-se a si, até ficarem cerca de 15 ciclistas na frente, incluindo Giulio Pellizzari, Tobias Johannessen, Tom Pidcock, Jan Christen e Lorenzo Fortunato. Com 3 ciclistas no grupo, a Red Bull-BORA lançou ao ataque Adrien Boichis, com o francês a fazer toda a aproximação à ascensão final na frente, até ser alcançado por um grupo perseguidor que tinha bastantes mais unidades.
A Movistar decidiu pegar na corrida e, ao ritmo de Natnael Tesfatsion, ficaram pouco mais de uma dezena de ciclistas na frente. Após todo o trabalho da equipa, surgiu o ataque esperado de Cian Uijtdebroeks a 1700 metros do fim, reduzindo o grupo a Roglic, Pidcock, Cepeda e Johannessen. O ritmo abrandou um pouco e, quando estavam a reentrar mais ciclistas, a cerca de 600 metros do fim, Pidcock desferiu o ataque decisivo. Johannessen ainda tentou responder para o britânico estava forte demais e, com autoridade, pedalou para a conquista da Milano-Torino, vencendo com 4 segundos de vantagem para o norueguês e 5 para Roglic.