Nova pausa na luta pela geral da Volta a França, com os sprinters a serem chamados ao protagonismo. Conseguirá alguém impedir Tim Merlier de fazer o hat-trick?

 

Percurso

161,3 kms entre Vichy e Nevers, uma etapa praticamente plana, apenas com duas contagens de montanha de 4ª categoria que nada irão afetar o desfecho final da corrida. Falando da chegada a Nevers, a estrada não é assim tão larga, mas uma longa reta até aos 1500 metros finais vai levar a muita velocidade. Aí, curva a direita, seguida de curva a esquerda a 1100 metros, que leva os ciclistas para a reta da meta que tem uma rotunda a 500 metros do fim a ser passada apenas por um dos lados. A reta da meta é em ligeira curva para a direita.



Táticas

Numa Volta a França com tão poucas chegadas ao sprint, as equipas com esses objetivos não vão falhar, portanto será uma tirada um pouco igual às etapas que tivemos na sexta-feira e no sábado. Haverá uma peqena fuga que vai marcar o dia, possivelmente com ciclistas da Lotto Intermarché e Caja Rural, mas sempre controlada pelas equipas dos sprinters que irão anular a mesma antes da chegada. No final, apesar de não ser muito técnico, convém estar nos 10 primeiros lugares antes da reta da meta.

 

Favoritos

Tim Merlier – Sabemos que não tem o melhor comboio, mas também sabemos da capacidade que tem em andar de roda em roda, cuidado com o belga! A forma como venceu no sábado é de meter medo a todos os seus rivais, até mal colocado consegue triunfar! Será que amanhã faz o hat-trick e volta a entrar na luta pela camisola verde?

Biniam Girmay – a vitória está mesmo a porta do eritreu, com dois pódios nas últimas duas chegadas rápidas a confiança estará a um bom nível. Tem conseguido colocar-se bem, fruto do bom comboio que a NSN tem ao seu dispor. Conseguirá a vitória que tanto procura?

 

Outsiders

Olav Kooij – um pouco perdido no meio dos sprinters e com pouco apoio, caberá ao neerlandês conseguir escolher a roda certa e, a partir daí, desenrascar-se. Já com uma vitória e outra pódio, Kooij volta a ter um dia importante. Com menos pressão devido ao triunfo já conseguido, tudo pode fluir melhor.



Max Kanter – que demonstração de qualidade por parte do alemão nesta edição do Tour. Sempre entre os melhores nas chegadas e nos sprints intermédios, Kanter mostra que basta um deslize e um dos principais nomes para vencer. Amanhã será mais um dia em que o ciclista da Astana pode brilhar e encontrar a vitória que tanto procura.

Jasper Philipsen – mesmo com uma prestação abaixo do esperado, nunca podemos pôr de parte o ciclista da Alpecin-Premier, é capaz de aparecer quando menos se espera. Com a vitória de Van der Poel no domingo, a equipa tem menos um pouco de pressão, o que pode motivar o belga e levá-lo à vitória. No Tour de 2024, também começou a engrenar na segunda metade da prova.

 

Possíveis surpresas

Soren Waerenskjold – já todos vimos a sua potência numa chegada rápida, só tem de conseguir estar bem colocado, o que nem sempre consegue. Escolhendo a roda certa, o norueguês é um perigo e, quem sabe, não consegue melhor o 2º lugar já obtido.

Mads Pedersen – conseguiu reforçar a sua liderança na camisola verde nos últimos dias, amanhã será mais uma etapa para se defender, pois temos visto que nestas chegadas mais planas não se consegue aproximar da velocidade dos puros sprinters.

Fernando Gaviria – não é o Gaviria de outros tempos e sem comboio ainda mais dificuldade tem, mas a sua colocação e a experiência podem levar o colombiano e dar uma vitória histórica a Caja Rural. Teremos o clássico sprint de longe?



Milan Frentin – já fez duas vezes top-10 no Tour e o trabalho excelente da Cofidis na aproximação pode fazer com que o francês consiga estar bem clocado. Não podem é queimar os seus ciclistas demasiado cedo.

Pavel Bittner – finalmente no top-10 na etapa 8, conseguiu acertar o posicionamento, numa Picnic PostNL que tem passado ao lado da corida. O checo é a grande esperança da equipa, têm que o conseguir posicionar melhor que velocidade ele já demonstrou que tem.

Phil Bauhaus/Pascal Ackermann – juntamos o duo alemão na mesma categoria. Dois ciclistas parecidos, sem muito apoio e que já não estão na melhor fase da carreira. Terminar no top-5 já seria um excelente resultado.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são John Degenkolb e Tom van Asbroeck.

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