Segunda oportunidade consecutiva para os sprinters, a última na segunda semana de competição! Voltaremos a ter um vencedor surpresa ou será que teremos um repetente a erguer os braços?

 

Percurso

Os amantes de automobilismo vão reconhecer o sítio de partida de hoje. Os ciclistas partem do Circuit Nevers Magny-Cours, um dia com cerca de 180 kms e que apresenta um terreno mais ondulante que ontem mas não deve fugir aos sprinters. O Cote de Montagny-les-Buxy (2,5 kms a 3,9%) a 20 kms do fim é a última dificuldade do dia mas não dura o suficiente para se fazerem diferenças.

A chegada a Chalon-sur-Saône tem a sua fase crítica entre os 3 e os 2 kms para a meta com duas curvas bastante apertadas, uma para a direita e outra para a esquerda. A partir daí, quase se inicia a reta da meta, tem apenas ligeiras oscilações na estrada, o que faz com a meta seja vista a poucas centenas de metros do fim.



Táticas

Um pouco repetitivo em relação às últimas chegadas ao sprint mas será mais do mesmo. Uma fuga vai marcar a etapa, Soudal Quick-Stop, XDS Astana e Alpecin-Premier Tech vão manter o controlo apertado para evitar surpresas e tudo para se decidir ao sprint em Chalon-sur-Saône. Sem mais chegadas ao sprint esta semana, não vemos outro cenário a acontecer. Até podemos ver algumas equipas a acelerar nas contagens de montanha no entanto o desfecho será o mesmo.

 

Favoritos

Tim Merlier – hoje nunca se conseguiu posicionar, a falta de comboio numa estrada mais estreita foi fatal para este desfecho. Já com duas vitórias soberbas, o belga corre com menos pressão e, depois de hoje, estará mais motivado que nunca para mostrar quem é o patrão do sprint no Tour.

Olav Kooij – talvez tenha cometido um erro ao não seguir o seu lançador Cees Bol. Se o tivesse feito é possível que tivesse ganho a etapa, mas não estamos cá para suposições. O neerlandês precisa de ter um posicionamento como o de hoje, é meio caminho para lutar pelo triunfo.

 

Outsiders

Jasper Philipsen – hoje já vimos uma melhor versão do belga mas mesmo assim é preciso mostrar mais. Philipsen tende a melhorar com o passar dos dias nas Grandes Voltas, mas também sabe que as oportunidades começam a escassear. A pressão está toda do lado do ciclista da Alpecin-Premier Tech.

Søren Wærenskjold – que vitória hoje! À base da antecipação, o norueguês conseguiu um triunfo impressionante mas que será difícil de repetir. Tem pouca ajuda, a fazer terá que fazer outra jogada destas mas já estará mais marcado. Apesar de tudo, a confiança faz milagres!





Biniam Girmay – é daqueles que tem estado tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Dos mais regulares do sprint mas, ao mesmo tempo, ainda de mãos a abanar. A NSN até tem feito um bom trabalho, falta aquela pontinha de sorte para o eritreu vencer, será que acontece amanhã?

 

Possíveis surpresas

Max Kanter – pela primeira vez desde o início do Tour vimos um sprint mais fraco do alemão. A XDS Astana não trabalhou tão bem o final e isso foi fatal. A capacidade física continua lá, Kanter continua a ser um perigo e pode ser outro vencedor surpresa, tem lutado por isso.

Milan Frentin – finalmente vimos o belga a realizar um bom sprint, conseguindo terminar em 4º. A Cofidis tem foi boas aproximações mas no final Fretin tem ficado sozinho, ao contrário de hoje, ficou bem colocado. Repetindo este trabalho, pode conseguir melhorar.

Mads Pedersen – mais um dia de defesa, é assim que o dinamarquês tem de encarar estas etapas demasiado fáceis para si. Terminar no top-10 já é positivo, tentar perder poucos pontos para os rivais.



Pavel Bittner – continua a não acertar na colocação, a Picnic Post NL tem falhado. Já vimos que o checo é um ciclista muito rápido, mas nestes finais mais confusos torna-se tudo mais complicado, precisa de condições muito especiais.

Fernando Gaviria – aquilo que vimos Wærenskjold fazer hoje era algo que imaginávamos o colombiano a fazer, é a sua imagem de marca. Gaviria gosta de lançar sprints de longe, será que depois do sucesso de hoje vai tentar a sua sorte?

Phil Bauhaus/Pascal Ackermann – mais uma vez juntamos o duo alemão, continuam sem conseguir corresponder, muito por culpa do fraco posicionamento. Tentar o top-10 já seria bom para o nível atual de ambos.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Anthony Turgis e Huub Artz.

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