A La Vuelta regressa para a decisiva semana de prova com uma oportunidade para os sprinters. Será alguém capaz de parar o domínio da Visma|Lease a Bike e Matthew Brennan?

Percurso

Cortegana acolhe o início da terceira semana da Vuelta, numa etapa que até ao quilómetro 88 tem quase todas as dificuldades. Apesar de não existirem contagens de montanha, existem alguns pequenos topos mas, tão longe da meta, não devem influenciar o desfecho final da corrida. Amanhã, tudo se vai resumir à chegada em Palos de la Frontera, onde  o final é relativamente simples, com a reta da meta a ter 500 metros.



Táticas

Não há muito a dizer para amanhã. Com tão poucas etapas ao sprint e, sendo esta uma das tiradas mais planas da Vuelta, as equipas dos homens rápidos não vão facilitar. A Visma|Lease a Bike vai ser a equipa mais interessada e, olhando para os últimos dias, a Cofidis deve ajudar a formação neerlandesa no controlo e perseguição à fuga do dia. Na frente, também não esperamos um grupo numeroso, ciclistas da Burgos BH e, quem sabe, Kern Pharma para dar visibilidade aos patrocinadores.

 

Favoritos

Matthew Brennan – praticamente imbatível nas chegadas ao sprint, venceu 3 das 4 que disputou. É certo que ter o melhor bloco no seu apoio ajuda muito mas o britânico tem demonstrado que é o ciclista mais rápido da Vuelta. Com a ausência de Christophe Laporte, a estratégia da Visma tem de ser outra, vão ter de esperar pelo final.

Jordi Meeus – um dos sprinters mais rotulados na lista de participantes mas que ainda não conseguiu dar com a vitória. Com pouco apoio, o belga tem de andar de roda em roda e isso desgasta qualquer ciclista, tem de conseguir ganhar a roda de Brennan e depois esperar pelo momento certo, só assim pode vencer.

 

Outsiders

Bryan Coquard – dos poucos sprinters que já venceram nesta Vuelta, a confiança do francês e da sua equipa estão em níveis elevados. Longe de ser um puro sprinter mas com este nível de homens rápidos e com o tardar de uma Grande Volta, tem mais vantagens. Está a formar uma dupla muito positiva com Alexis Renard.



Alessandro Romele – uma das agradáveis surpresas desta Vuelta, sempre muito regular nas chegadas rápidas, já leva uma mão cheia de top-10. Até preferiria uma etapa mais dura mas agora a condição física já conta bastante e, como vimos no domingo, ainda está muito bem.

Wout van Aert – será o lançador de Brennan mas sabemos que vai sprintar por causa da classificação por pontos. Se num cenário caótico, o pelotão se desorganiza, o belga até pode consegir ganhar margem e fugir para a vitória. É um mestre a ler a corrida nestes momentos mais importantes.

 

Possíveis surpresas

Alberto Dainese – apenas um top-10 até agora mas esta é, talvez, a primeira etapa que lhe assenta na perfeição. É um ciclista muito rápido e daqueles que aparece quando já ninguém dá nada por ele. Precisa de um grande resultado para salvar a temporada.

Hugo Hofstetter – tem sido dos mais regulares mas nunca esteve perto de vencer. Isto resume bem a carreira do francês, um bom sprinter mas perante a concorrência mais elevada conseguir um pódio já será muito positivo.

Bastien Tronchon – dificilmente vai voltar a surpreender, ainda para mais num final muito menos complicado. A sua Vuelta está feita, a correr sem pressão, normalmente, tudo corre pelo melhor e mais facilmente.



Steffen De Schuyteneer – andou a sofrer 15 etapas para finalmente ter o seu momento. O jovem belga é um sprinter puro, ainda com pouca experiência, o posicionamento não é o seu forte. Se estiver bem colocado pode ser um perigo.

Orluis Aular – será que vai ter liberdade dentro da Movistar? O venezuelano não é um sprinter puro mas consegue estar sempre entre os melhores, fruto da sua excelente capacidade de colocação.

Thibau Nys – sem Mads Pedersen, a Lidl-Trek vai apostar no jovem belga que, apesar de tudo, já disse publicamente, que não gosta de sprints em pelotão compacto devido ao stress dos mesmos. Num leque de sprinters mais reduzido talvez tente a sua sorte.

Magnus Cort – numa etapa e num final tão simples como este até é provável que o campeão dinamarquês não esteja na luta, no entanto está a acabar a carreira e quererá deixar uma boa imagem. Num bom dia é capaz de discutir esta chegada com os melhores.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são César Macias e Marc Bustrenga.

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