Dia de etapa encurtada na Vuelta, uma jornada com menos 80 quilómetros devido ao forte calor que se faz sentir na região da Andaluzia. Com apenas 110 kms, a corrida foi feita a alta velocidade mas, mesmo assim, a fuga formou-se nos primeiros quilómetros, composta por Ivo Oliveira, Frederik Wandahl, Xabier Azparren, Enzo Paleni, Ethan Hayter, Andreas Leknessund, Rudy Porter, Alastair Mackellar, Fabien Weiss, Rueben Thompson e Gijs Leemreize, a quem mais tarde se juntava Georg Steinhauser.



Muitos ciclistas na frente, etapa curta e, como tal, o pelotão liderado pela Visma e Cofidis nunca deu muita margem, 1:15 foi a diferença máxima registada. Na última subida categorizada do dia, o Puerto Artafi, a corrida partiu-se ainda mais, Leknessund ficou sozinho na frente, o pelotão estava mais reduzido e, com o sprint intermédio logo de seguida surgiram mais movimentações. A 30 kms, Wout van Aert foi à procura dos pontos e não parou, e fez a ponte para a frente. O grupo viria a crescer, com Leknessund, Van Aert, Ramses Debruyne, Thibau Nys e Alessandro Romele a serem a nova fuga.

Este quinteto entendeu-se na perfeição, o pelotão parou, ainda saíram 12 ciclistas do grupo principal mas ninguém conseguiu fazer a ponte para a frente pois a diferença já era de quase 1 minuto. Com isto, a 3 kms do fim começaram os ataques na frente, no entanto nenhum teve sucesso e tudo se decidiu ao sprint. Nys lançou-se a 250 metros do fim, tentou surpreender, mas Van Aert pegou-lhe a roda e, com muita facilidade, passou o compatriota e conquistou a 2ª vitória nesta Vuelta à frente de Romele e Nys.



A 58 segundos chegou o grupo perseguidor, com Alessandro Covi a vencer o sprint pelo 6º lugar, num grupo onde Ivo Oliveira foi 10º. O grupo principal chegou a 2:44, com Enric Mas a seguir seguro de camisola vermelha para o dia de descanso.

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