Antes do regresso da montanha, os sprinters e puncheurs têm uma das últimas oportunidades de lutar pela vitória! Conseguirá o pelotão controlar a fuga ou teremos os fugitivos a vencer?

 

Percurso

Partida de Chambéry e, depois de 9,5 kms mais rápidos os 40 kms que se seguem podem definir a etapa. Sempre em subida (mais ou menos ligeira), os ciclistas têm o Cote de Bassa (1500 metros a 6,1%), o Cote de Rossillon (1800 metros a 5,2%) e o Col des Pres (3,5 kms a 6,5%). Apenas 50 kms percorridos, depois uma longa descida com uma curta contagem de montanha pelo meio e cerca de 100 kms mais planos mas sempre com algumas pequenas colinas pelo percurso. A 6 kms do fim, 2500 metros a 4% podem ser decisivos no desfecho da etapa em Voiron.



 

Táticas

Uma das últimas chances de vitória para grande parte do pelotão, por isso esperamos uma corrida muito agressiva. A camisola verde está em disputa, é um dia decisivo para Mads Pedersen e Jasper Philipsen e, em teoria, esta etapa acaba por favorecer o dinamarquês. Esperamos ver a Lidl-Trek muito ofensiva, tentando colocar Pedersen em fuga, é sempre mais fácil vencer nesse cenário e depois a Alpecin-Premier Tech vai responder. Com o bloco que tem é sempre mais simples tentar colocar Philipsen na frente do que controlar no pelotão.

Tudo isto vai levar a uma corrida louca, especialmente com os primeiros 50 kms, o que vai fazer com que exista uma fuga enorme, pois muitos sabem da oportunidade de ouro que têm. Não seria de estranhar ver 30/40 ciclistas em fuga e depois a anarquia total na fase final, entre aqueles que querem levar a decisão para o sprint e os que têm de atacar na parte final.

 

Favoritos

Mads Pedersen – dia perfeito para o dinamarquês sentenciar a camisola verde. Venceu a 4ª etapa num dia ainda mais duro que este, por isso estará mais que motivado para voltar a erguer os braços. Está a subir muito bem e tem tido o apoio total da equipa, pelo que será um alvo muito complicado de bater.

Mathieu van der Poel – se Philipsen não estiver na frente ou em plenas condições de disputar a etapa, é um excelente dia para o neerlandês. Estando na frente, vai correr contra tudo e todos, tem de ser muito inteligente para escapar no grupo certo mas já sabemos a capacidade de Van der Poel em vencer quando tem isso em mente.

 

Outsiders

Michael Matthews – etapa muito interessante para o australiano. Tem feito um Tour discreto, aparecendo a espaços, mas também é certo que não teve muitas etapas ao seu jeito. Se o deixam chegar na frente e num grupo menos numeroso é um perigo, apesar da idade continua a ser muito rápido.



Fred Wright – numa Pinarello Q36.5 muito focada em Pidcock, esta pode ser uma etapa perfeita para o campeão britânico. Alguém que passa bem estas subidas e com uma excelente ponta final, tem de ter uma leitura de corrida perfeita, nem sempre consegue acertar nesse parâmetro.

Jasper Philipsen – sabe que é a derradeira oportunidade para lutar pela camisola verde, tem de dar tudo o que tem. Irá sofrer nas subidas, deverá ser muito testado, mas se passar essa fase torna-se no grande candidato. Se tiver que integrar a fuga também não será problema, é um corredor que não tem medo de atacar.

 

Possíveis surpresas

Tim Wellens – muito trabalho na frente do pelotão, terá finalmente a oportunidade? Etapa perfeita para as características do belga, fez a carreira a vencer neste tipo de terreno. Ainda no ano passado venceu uma etapa deste género no Tour na única oportunidade que teve.

Victor Campenaerts – já sem “amarras” para a geral, muita atenção ao belga. A subir melhor que nunca, não será difícil integrar a fuga do dia, depois tem de escolher o momento certo para selecionar a corrida. Pode não parecer, mas é um ciclista relativamente rápido em grupos mais reduzidos.

Mathias Vacek – focado em ajudar Pedersen, não esperamos ver o campeão checo a ter a sua oportunidade no entanto pode calhar numa situação de corrida favorável e, aí, vai aproveitar. Com Pedersen na liderança e não se importando de ver perder pontos que os rivais não possam conquistar o cenário pode ser diferente.

Dorian Godon – etapa com um perfil muito bom para o antigo campeão francês, foi neste género de perfil que somou quase todas as vitórias da temporada. O melhor será integrar a fuga, fundamentalmente, com um companheiro de equipa que consiga controlar os ataques.



Filippo Ganna – uma alternativa na Netcompany INEOS. Depois de um contra-relógio discreto, o italiano tem de aproveitar as poucas oportunidades que faltam, pode ser usado como uma arma mais ofensiva, enquanto Godon fica resguardado no grupo.

Jasper Stuyven – sem Tim Merlier na equipa, o belga é a grande chance da Soudal Quick-Step. O início mais duro não assusta o experiente ciclista, alguém que se adapta muito bem a este terreno e sabe ler a corrida como poucos. Se tiver de atacar vai fazê-lo mas também pode esperar pelo sprint.

Jonas Abrahamsen – outro ciclista que adora este terreno e não tem medo de atacar. Veja-se o que tem feito nas últimas temporadas e como venceu no Tour do ano passado. Dos mais combativos do pelotão internacional, não lhe podem dar muito espaço.

Magnus Cort – 17 dias de completo anonimato para o campeão dinamarquês naquele que será o seu último Tour. Se há ciclista capaz de aparecer quando menos se espera é Cort, tem toda a qualidade para vencer neste tipo de jornada.

Huub Artz – tem sido uma agradável surpresa, sprintando nas etapas planas, longe da sua zona de conforto. Este foi o terreno onde o neerlandês sempre se destacou, se conseguir integrar a fuga certa pode sonhar com o triunfo.

Alex Aranburu – dia perfeito para o ciclista basco, subidas não muito longas e constantes e um finalmente mais explosivo. A Cofidis está a ter uma Volta a França muito discreta, será que amanhã vai ser o dia de salvação?

Romain Gregoire – dia importante para o campeão francês que, nas últimas etapas, tem estado desaparecido. Corredor muito explosivo, perfeito para atacar na última dificuldade, será que se tem poupado a pensar nesta etapa ou está a ficar sem energia?

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Per Strand Hagenes e Raul Garcia Pierna.



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