Dia de consagração de Jonas Vingegaard em Roma! Teremos Paul Magnier a vencer pela 4ª vez no Giro ou Jonathan Milan vai, finalmente, erguer os braços?

 

Percurso

Dia final pela capital Roma. 131 quilómetros de consagração, com uma primeira fase da etapa a começar fora do centro, até à chegada ao circuito final ao quilómetro 54. 7 voltas a um circuito citadino com 9500 metros de extensão, um dia para sem grandes dificuldades, quer de orografia, quer na parte técnica.

Falando a chegada, e apesar da reta da meta ter apenas 350 metros, os últimos 1500 metros têm apenas duas curvas que são muito ligeiras, serão feitas a alta velocidade. O final é em ligeira subida, a cerca de 4%, antes de aligeirar nos metros finais.



Táticas

Muitos sprinters já abandonaram mas todos os que estão presentes sofreram a bom sofrer nos últimos dias para poder disputar esta última etapa e tentar mais uma vitória. O facto da etapa ser disputada em circuito vai ajudar os ciclistas a reconhecer a chegada, vão saber como abordar a parte final sem falhas.

Uma longa reta da meta irá favorecer os ciclistas mais potentes, mas tem será importante não arrancar cedo, pelo que a presença de um lançador será fundamental. Não temos tido um grande comboio a dominar, será entre a Lidl-Trek e Soudal Quick-Step, quem guardar forças para a parte final irá tirar vantagem.

 

Favoritos

Paul Magnier – com a maglia ciclamino praticamente garantida a pressão não será tanto e até pode ser positivo. Já com 3 triunfos, tem contado com um apoio impressionante da sua equipa, especialmente Jasper Stuyven. Se a dupla volta a acertar, o triunfo dificilmente foge.

Jonathan Milan – impensável chegar ao último dia ainda sem triunfos no Giro, a pressão é máxima! O comboio da Lidl-Trek está longe de ser perfeito, têm cometido demasiados erros e Milan tem sentido isso. Uma última tentativa para levar algo deste Giro. Em 2024, nesta chegada, foi 2º.

 

Outsiders

Dylan Groenewegen – última oportunidade para o experiente neerlandês que já sabe o que é ganhar no final de uma Grande Volta, já o fez na Volta a França. O comboio da Unibet Rose Rockets tem sido um dos melhores da competição e isso pode ser fundamental amanhã, ainda se encontra completo.



Tobias Lund Andresen – a doença já está deixada para trás, está na hora de acabar um Giro que começou bem. O dinamarquês deverá adorar este final em ligeira subida e ainda conta com Tord Gudmestad, poderá ser fundamental.

Matteo Malucelli – um sprint mais confuso será o ideal para o italiano, ele que não traz nenhum lançador (Ballerini já abandonou) mas isso não será problema. O melhor será entrar bem colocado e tentar surpreender, é a estratégia que Malucelli já fez noutras ocasiões.

 

Possíveis surpresas

Ben Turner – um sprint no final de uma Grande Volta são excelentes notícias para o britânico, ainda para mais quando pode contar com o apoio de Filippo Ganna. Se estiverem bem colocados, e com o final em subida, podem surpreender

Casper van Uden – última oportunidade para a surpresa. Completamente anónimo durante todo o Giro, o neerlandês é alguém que aparece quando menos se espera.

Madis Mihkels – bastante regular ao longo do Giro, veremos se consegue dar o salto e, pelo menos, conseguir um pódio. O jovem estónio tem conseguido posicionar-se bem e o final em subida beneficia-o.

Com a falta de sprinters, nomes como Giovanni Lonardi, Orluis Aular, Paul Penhoët e Luca Mozzato têm uma oportunidade excelente para conseguir um grande resultado numa etapa em Grande Volta, um top-5 já seria excelente.

Como vimos na última etapa para os sprinters, as equipas não se organizaram e, como tal, a fuga acabou por ter sucesso. Para esse cenário, apontamos os nomes de Alec Segaert, Jonas Rutsch, Nico Denz e Mikkel Bjerg, todos bons contra-relogistas e ciclistas possantes, capazes de impor ritmos altos durante muito tempo.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Corbin Strong e Thomas Silva.



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