O regresso da montanha na Volta a França não trouxe dias mais calmos, muito pelo contrário. O início da etapa voltou a ser muito rápido, ainda existiram várias fugas, e nem uma subida de 1ª categoria conseguiu levar à formação da mesma. Num pelotão já reduzido, Valentin Paret-Peintre aproveitou para vencer o Côte d’Engins e somar mais 10 pontos mas foi só com mais de 40 kms é que se começou a formar a fuga. O inevitável Mads Pedersen estava na frente, na companhia de Thymen Arensman, Felix Engelhardt, Matteo Jorgenson, Romain Gregoire, Pablo Castrillo, Nicolas Breuillard e Tobias Halland Johannessen.



EF Education e Soudal Quick-Step não tinham ninguém na frente, estavam insatifeitas, e continuar atacar até colocar Richard Carapaz e Valentin Paret-Peintre na frente. Com tudo isto já tinham passado mais de 75 kms e ainda se viam tentativas de fuga, até que se conseguiram juntar à frente Raul Garcia Pierna, Mathias Vacek, Mauro Schmid, Egan Bernal e os já referidos Carapaz e Paret-Peintre. Parecia formada a fuga, mas cerca de mais 30 ciclistas tentaram fazer a ponte do pelotão para a frente mas sem sucesso.

O grupo de 14 manteve-se unido até ao sprint intermédio, onde Pedersen cumpriu o objetivo de somar mais 25 preciosos pontos. A partir daí, uma nova corrida e mais ataques. O grupo perseguidor estava perto e, sentindo o perigo, Jorgenson, Carapaz, Paret-Peintre, Schmid, Johannessen e Garcia Pierna destacaram-se e formaram uma fuga dentro de uma fuga. No meio disto tudo, o grupo da frente tinha já mais de 8 minutos de vantagem, Carapaz começava a ameaçar o 9º e 8º lugares da geral e Pinarello Q36.5, Tudor e TotalEnergies colocavam-se ao trabalho no grupo.



Este sexteto foi aumentando a vantagem para o grupo perseguidor, entrando na subida final de Orcières-Merlette com mais de 3:30 e 6 para o pelotão. Jorgenson foi o primeiro a mexer mas foi um ataque de Carapaz a 4 kms do fim que começou a despedaçar o grupo. Garcia Pierna foi o único a ceder e, quando todos juntaram, Carapaz voltou à carga. Faltavam 3500 metros e o equatoriano ficava sozinho rumo à desejada vitória em etapa que viria a acontecer alguns minutos depois. Triunfo merecido para o ciclista da EF Education, com Schmid a ser 2º pelo 2º dia consecutivo, a 45 segundos, tal como Jorgenson.

No grupo dos favoritos não houve mexidas, a subida foi feita ao ritmo da Red Bull-BORA-hansgrohe, com Lenny Martinez a comandar o grupo na linha de meta a 4:35 de Carapaz. Pogacar mantém a liderança do Tour, com a entrada de Carapaz no top-10 a ser a única alteração de relevo do dia.

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