O Camisola Amarela esteve presente na partida para a 6ª etapa da Volta a Portugal em Santa Maria da Feira e esteve à conversa com alguns dos protagonistas desta edição. Começamos esta pequena série de entrevistas com Emanuel Duarte. O líder da Credibom/LA Alumínios/Marcos Car é 6º na classificação geral antes das etapas decisivas da edição deste ano da Grandíssima.
Camisola Amarela (CA) – Terminaste a Volta a Portugal do ano passado em 8º e chegas a esta edição depois de uma época em que tens estado regularmente na discussão das corridas. Sentes que estás mais preparado e com uma ambição diferente para esta Volta?
Emanuel Duarte (ED) – Sim, foi uma época onde é verdade que não tive vitórias, mas andei sempre aí na disputa das corridas, sempre na frente. Este ano, depois de um tempo, ando sempre ganhando experiência e sinto-me mais preparado. Aqui a volta a Portugal é sempre a prova rainha em Portugal, onde todos os atletas fazem a melhor preparação possível. Eu sinto-me mais preparado. O objetivo é sempre fazer melhor, ter a ambição de fazer melhor. Neste caso, o objetivo que eu tenho aqui para fazer top 5. E agora vamos ver, já estamos na segunda parte da volta, ainda não está a geral definida, está tudo muito perto. Se formos ver, do 1º ao 3º, há um minuto e pouco de vantagem. Então há muita coisa em aberto.
CA – O teu objetivo é o top-5, como referiste anteriormente. Numa geral ainda muito em aberto, o que é que precisas de fazer nesta segunda metade para concretizar esse objetivo?
ED – É isso, está tudo muito em aberto. Nesta segunda parte, eu acho que tendo a Anicolor a amarela, vai haver algumas etapas para a fuga, hoje pode ser uma delas. Para a geral, as etapas onde se vão fazer diferenças, vai ser amanhã nos Gerês e na Senhora da Graça.
CA – Numa altura em que se fala da possibilidade de a Volta a Portugal subir de escalão, qual é a tua opinião, enquanto ciclista, sobre essa possibilidade? E como tens visto este novo formato da Volta?
ED – Depende da opinião de cada um. Eu acho que para as equipas portuguesas, vai ser mau, porque vêm as equipas de fora e nós não conseguimos ter a mesma visibilidade. Mas por outro lado, para Portugal, é bom subir de escalão, porque vamos ter uma prova no calendário ProSeries que vai dar muita visibilidade. É algo que depende do ponto de vista individual.
Relativamente ao novo formato, acho que a nova organização está a fazer um trabalho, está tudo muito bem estruturado e sinalizado. Deu um salto importante.