Guerra aberta entre Patrick Lefevere e a Bora-Hansgrohe

Todas as semanas Patrick Lefevere tem um espaço no jornal Omloop Het Nieuwsblad onde escreve sobre ciclismo e, esta semana, o veterano belga atacou com força a Bora-Hansgrohe de Ralph Denk.

Com o futuro da Deceuninck-QuickStep incerto, os patrocínios e contratos de atletas terminam no final da temporada, Lefevere tem andado em busca de novos patrocinadores para manter a equipa na estrada. Essa é a intenção do veterano belga e de Zdenek Bakala (dono de 70% da equipa) no entanto o primeiro colocou o dia 31 de Março como data limite para o conseguir.



Segundo o próprio, e aproveitando-se disto, Ralph Denk ligou ao manager belga para marcarem um encontro, algo que se veio a efetivar no passado mês de Janeiro. Depois de um início breve de conversa, Denk foi direto ao assunto e perguntou a Lefevere qual era o preço para comprar a Deceuninck-QuickStep.

Ora, tudo isto porque Willi Bruckbauer (dono da Bora) quer contar com Remco Evenepoel no seu plantel para a época de 2022 e, em vez de estar a adquirir o ciclista belga, este quer ir por um caminho mais fácil e comprar toda a estrutura da formação de Lefevere. Segundo este, também lhe foi perguntando qual seria o papel que este estaria disposto a desenvolver na Bora-Hansgrohe.

Novos desenvolvimentos surgiram no passado dia 20 de fevereiro, com Ralph Denk a contactar Patrick Lefevere sobre a proposta. Na mesma chamada, foi dito pelo alemão que o “plano B era realizar contratos individuais com Remco Evenepoel e companhia”. Tudo isto enfureceu o manager belga que diz que “no meu mundo nunca irei esquecer situações como esta. Vou ter a minha vingança.”



Após tudo isto ter sido tornado público, Ralph Denk deu a sua versão ao jornal AS. O alemão afirmou que nunca fez qualquer tipo de proposta e que isto tudo não passa de “uma estratégia para colocar pressão nos patrocinadores da equipa. Se não dizes a verdade ou tiras algo fora do contexto para teres alguma atenção dos media, então não és um gentleman.

Dando o seu ponto de vista sobre todos estes acontecimentos, Denk assumiu que existiram conversas entre ele e Lefevere no entanto foi apenas para saber o futuro da equipa. “Depois perguntei sobre o que seria do Remco se a Deceuninck-QuickStep tivesse que fechar portas ao que Lefevere me disse sobre uma opção por ele tendo, em seguida, juntado, na mesma perspectiva, outros dois corredores.”



Para finalizar, Denk afirmou que “comprar a equipa nunca foi um assunto. Nós (Bora-Hansgrohe) já temos uma excelente equipa onde já desenvolvemos a nossa estratégia de longo prazo.” Esta é uma história que promete não ficar por aqui, ainda para mais sabendo que Patrick Lefevere não é pessoa para ficar calada e que, mais tarde ou mais cedo, deverá responder a Ralph Denk.

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