Dia de todas as decisões no GP Beiras e Serra da Estrela, com a terceira etapa da competição portuguesa a ter como grande aliciante a subida ao Alto da Torre. Este foi um dia de saída à portuguesa, ataques e contra-ataques que só levaram à formação da fuga em plena ascensão à Torre, um grupo formado por Iker Mintegi e Mikel Bizkarra (Euskaltel – Euskadi), Diogo Gonçalves (Efapel Cycling) e José Neves (GI Group Holding – Simoldes – UDO).
O português Diogo Gonçalves viria a ser o mais forte desta fuga, a 30 kms do fim já estava sozinho mas foi aí que a corrida também começou a ser atacada no pelotão. Vários ciclistas foram saindo do grupo principal e juntaram-se ao ciclista da Efapel Cycling. Primeiro Domenico Pozzovivo (Solution Tech Nippo Rali) e Sergio Chumil (Burgos – Burpellet – BH) e depois Alexis Guérin (Anicolor – Campicarn), Pedro Silva (Feira dos Sofás – Boavista), Javier Jamaica (Nu Colombia) e Jesús Peña (Efapel Cycling).
7 ciclistas na frente para os derradeiros 10 kms, com o já reduzido pelotão a estar a cerca de 50 segundos, onde a Kern Pharma tentava de tudo para colocar Ivan Cobo na discussão da corrida. A aproximação à cidade da Guarda foi feita em subida, o grupo perdeu Diogo Gonçalves e foi a 6 que se decidiu a vitória. Jamaica tentou surpreender mas já dentro do empedrado, Guerin lançou um forte ataque que viria a ser contra-atacado por Peña. O colombiano conquistava, assim, a etapa à frente de Guerin. Pozzovivo foi 3º, a já 2 segundos, tal como Pedro Silva.
Na geral, Peña garante o triunfo final no GP Beiras e Serra da Estrela, com apenas 3 segundos de vantagem para Guerin e 6 para o veterano Pozzovivo. Pedro Silva foi o melhor português em 4º. Nas classificações secundárias, Lucas de Rossi (China Anta – Mentech Cycling Team) venceu a montanha, Miguel Salgueiro (Team Tavira – Crédito Agrícola) as Metas Volantes e Hugo de la Calle (Burgos – Burpellet – BH) foi o melhor jovem.