Após várias etapas de montanha, o Giro voltava a apresentar um percurso bem mais plano, uma oportunidade para os sprinters brilharem antes do dia descanso. Mal se deu o tiro de partida, formou-se a fuga, Martin Marcellusi, Mattia Bais e Mirco Maestri colocaram a Bardiani e a Polti na frente, juntando-se o norueguês Frederik Dversnes. Soudal Quick-Step, Unibet Rose Rockets e Lidl-Trek não deixaram este quarteto ganhar mais de 3 minutos mas a vantagem também não descia como estas equipas queriam.
As primeiras voltas ao circuito em Milão viram a corrida estabilizar, com os alarmes a soarem à entrada da última volta. 17 kms para o fim e a fuga ainda tinha mais de 1 minuto de vantagem, diferença perigoso para um circuito citadino, o que obrigava alguns elementos dos comboios finais a fazer parte da perseguição.
O pânico era muito mas o circuito citadino tornava impossível anular a fuga. 25 segundos à entrada dos 5 kms finais, vantagem que desceu para 20 à entrada do quilómetro final. Com dois elementos na frente, a Polti colocou Mattia Bais a trabalhar e foi ele que levou o grupo até ao sprint final, onde Dversnes não deu hipóteses. O norueguês foi, facilmente, o mais rápido e conquistou a grande vitória da carreira, conquistando, pela primeira vez, uma etapa numa Grande Volta. Maestri e Marcelussi completaram o pódio. Paul Magnier liderou o pelotão a escassos segundos. Jonas Vingegaard vai para o dia de descanso líder do Giro, com Afonso Eulálio a manter o 2º lugar e a juventude,