Melhores equipas do ano -19º

A equipa belga não teve a melhor das temporadas em termos de sorte, visto que as quedas e os azares foram uma constante. Comparativamente a 2020, tiveram um calendário muito mais preenchido, mas o mesmo número de vitórias, com o mais vitorioso a ser o nome do costume.



Os dados

Vitórias: 12 triunfos, com Caleb Ewan a ser o principal interveniente, visto que metade foram conquistados por ele.

Pódios: 44 pódios, longe dos números de outras temporadas

Dias de competição da equipa: 217 dias de competição, com um calendário vasto, sobretudo na Bélgica e França.

Idade média do plantel: 27, 2 anos, inflacionados pelos quatro elementos mais velhos, Thomas de Gendt e Roger Kluge (35 anos), Tomasz Marczyński (37) e Philippe Gilbert (39).

Mais km: O mestre das fugas Thomas de Gendt com 11 915 km percorridos.

Melhor vitória: Triunfo de Brent Van Moer, na primeira etapa do Critérium du Dauphiné, após ter descartado os seus colegas de fuga, seguiu numa cavalgada a solo de 17 quilómetros até à meta. No final, o jovem belga ergueu os braços e comemorou a sua primeira vitória como profissional.



O mais

O “Pocket Rocket” – Caleb Ewan continua a ser a principal figura da equipa. Foi o mais vitorioso dentro da equipa, com seis vitórias na temporada, mesmo com tantos azares a baterem-lhe à porta. Começou bem a temporada com triunfo no UAE Tour, esteve perto de vencer no Tirreno-Adriático e esteve em grande na Milano-Sanremo, onde terminou em segundo lugar. Jasper Stuyven venceria a prova com os perseguidores a entreolharem-se. Venceu duas etapas no Giro, antes de abandonar, com supostas dores no joelho, seguiram-se duas etapas no Baloise Tour e conquista da camisola dos pontos e mais tarde um triunfo no Benelux Tour. Teve de abandonar o Tour de França à terceira etapa, devido a queda e consequente fractura da clavícula. A parte final da temporada já não foi tão conseguida. O seu sonho de vencer uma etapa em cada uma das três Grandes Voltas, na mesma época, terá de ficar para 2022.

Tosh Van der Sande fez uma parte final de época bastante interessante, e foi por pouco que não ganhou a Primus Classic, perdendo apenas para Florian Sénéchal. Fechou no 5.º lugar da geral do Tour da Dinamarca, fazendo vários top dez, e deu continuidade à sua boa forma no Tour da Noruega, com mais uma série de bons resultados. Na segunda tirada, o belga acabou em segundo lugar, atrás de Ethan Hayter. Nas clássicas, seguiram-se uma série de bons resultados: 5.º lugar na Dwars door Vlaanderen – A travers la Flandre, 10.º lugar na Amstel Gold Race, 3.º posto na Brussels Cycling Classic, 3.º lugar no Grand Prix de Wallonie e 2.º posto na Primus Classic.

Houve ainda vários ciclistas que despontaram em 2021. Brent Van Moer venceu a sua primeira etapa como corredor profissional, dando bons indicativos em algumas etapas do Tour e na etapa com chegada a Lido di Fermo no Tirreno Adriático. Stefano Oldani, de 23 anos, fez vários top dez ao longo da temporada e esteve perto de vencer a clássica Vuelta a Castilla y Leon. No Giro, devido às várias desistências dentro da equipa, teve de assumir um papel principal e ainda fez três top dez no total. O dinamarquês Andreas Kron começa a ser um nome bastante respeitado nas fugas e nas chegadas mais seletivas. Este ano venceu por duas ocasiões, uma etapa na Volta à Catalunha e uma no Tour da Suiça. Nas clássicas, destaque para o seu 5º lugar na Tre Valli Varesine.

Harm Vanhoucke deu boas notas nas subidas. Terminou no 2.º lugar da geral no Tour de l´Ain e fez 11.º no Paris-Nice. Na fase inicial da época, na subida do UAE Tour, a Jebel Hafeet, fechou em 5.º, na subida da etapa 7 do Paris-Nice, a Valdeblore La Colmiane, acabaria em 9.º, e na ascensão a Vallter 2000, na Catalunha, fecharia em 5.º lugar, com uma concorrência de peso. Por último, referenciar o nome de Florian Vermeersch, que ainda sonhou com uma vitória épica, a sua primeira como profissional, no famoso Paris-Roubaix, onde fechou em segundo, atrás de um dos nomes da temporada, o italiano Sonny Colbrelli. O jovem de 22 anos teve resultados interessantes ao longo do ano: 8.º lugar no Circuit de Wallonie, 3.º lugar na prova de contrarrelógio do Campeonato do Mundo (sub-23), 15.º na Oxyclean Classic Brugge-De Panne.

 

O menos

Tim Wellens ficou um bocado aquém do esperado. Começou logo bem a temporada, com triunfo na etapa três da Etoile de Bessèges e conquista da geral. Fechou em sétimo lugar da geral no Tirreno Adriático, 6.º no Tour da Polónia e 4.º no Benelux Tour, mas soube a pouco, devido ao gabarito do ciclista belga.

John Degenkolb está numa fase descendente da carreira. O seu melhor resultado em 2021 foi um segundo lugar na Eschborn-Frankfurt. Um ciclista que está habituado a vencer, esta foi a sua primeira época sem qualquer triunfo, desde que chegou ao mais alto nível do ciclismo.

Nota ainda para as prestações de menor nível de Matthew Holmes e de Jasper de Buyst.



O mercado

Saidas confirmadas de John Degenkolb para a Team DSM, um regresso a casa, Tosh Van der Sande ruma à Jumbo-Visma, Stefano Oldani para a Alpecin-Fenix, Gerben Thijssen e Kobe Goossens para a Intermarché-Wanty-Gobert e Tomasz Marczyński irá retirar-se.

Quanto a entradas, Victor Campenaerts volta a uma casa que conhece bem e irá ser um elemento importante para a equipa nas etapas planas e de contrarrelógio. Chegam ainda Rudiger Selig e Michael Schwarzmann da Bora-Hansgrohe, dois elementos que podem ajudar muito no comboio para Caleb Ewan, pois estão habituados a esse tipo de trabalho ao longo dos anos, sempre ao serviço de grandes sprinters. Sobe à equipa A, o jovem belga Arnaud de Lie, ele que teve várias vitórias em provas 2.2 em 2021. Ele tem apenas 19 anos e é um ciclista rápido e com gosto para as clássicas. Por último, o australiano Jarrad Drizners, vindo da equipa Axeon.

O que esperar de 2022?

Uma temporada em que Caleb Ewan será igual a si mesmo, com vários triunfos se tudo correr bem. Tim Wellens e Thomas de Gendt têm um estatuto importante dentro da formação e são sempre elementos perigosos em qualquer fuga. Atenção ao desenvolvimento de Andreas Kron, Brent Van Moer e Harm Vanhoucke. Nas clássicas, manter debaixo de olho as prestações de Florian Vermeersch.



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