Melhores equipas do ano – 20º

Depois de um ano onde os resultados não foram muitos, a formação sul-africana volta a ter a sua continuidade em risco. Se em 2020 conseguiu salvar-se a tempo e formar um plantel World Tour, este ano a tarefa não se avizinha fácil para a Qhubeka-NextHash. Toda a pressão está em Douglas Ryder, para manter o projeto sul-africano na estrada.

 

Os dados

Vitórias: 5 triunfos, 3 deles conseguidos no mês de Maio, com o último a datar de Julho.

Pódios: 25 pódios, o que só por isso, consolida a fraca temporada realizada pela formação sul-africana.




Dias de competição da equipa: 236 dias de competição, um calendário bastante largo e com diversas provas.

Idade média do plantel: 29,5 anos, uma das formações mais veteranas do World Tour.

Mais kms: Max Walscheid foi o maratonista da equipa, com um total de 13 548 kms.

Melhor vitória: Pela emoção poderíamos destacar a vitória de Giacomo Nizzolo no Giro, mas na mesma prova, Mauro Schmid brilhou na etapa de sterrato, conseguindo uma vitória surpreendente.

 

O mais

Giacomo Nizzolo manteve-se como a grande figura da equipa e não desiludiu. Se 2020 tinha sido bom, 2021 foi muito bom. O sprinter italiano transformou-se num corredor mais completo, passou muito bem as dificuldades, o que permitiu entrar na discussão das clássicas. O ponto alto da temporada foi a primeira vitória da carreira no Giro mas não podemos esquecer as vitórias em Almeria e Getxo, o 2º na Gent-Wevelgem e os mais 24 top-10 conseguidos.

Max Walscheid e Victor Campenaerts foram ciclistas que sofreram transformações em 2021. O primeiro deixou de ser um puro sprinter para ser um corredor ofensivo que passa bem as colinas, andou muitas vezes em destaque, com uma pontinha de sorte a vitória podia ter surgido. Já o recordista da Hora, esqueceu um pouco a vertente de contra-relógio, focando-se mais nas clássicas e provas com algumas dificuldades e a transformação está a resultar, a vitória no Giro comprova isso.



Michael Gogl e Mauro Schmid realizaram, a espaços, excelentes exibições e, no seu último ano da carreira, Fabio Aru tentou ser muito combativo. Domenico Pozzovivo manteve a sua regularidade, a imagem de marca do pequeno italiano.

 

O menos

Numa equipa globalmente fraca e com a maioria dos nomes desconhecidos, não se podia esperar muito da maior parte dos ciclistas que compõem o plantel. Mesmo assim, Robert Power e Carlos Barbero eram ciclistas que podiam render bastante mais.

O primeiro era um trepador bastante promissor que nunca conseguiu comprovar o seu potencial enquanto elite, mais uma eterna promessa do ciclismo australiano. O segundo, é certo que nunca foi um ganhador, mas era um sprinter bastante regular fruto da sua capacidade em se posicionar e passar bem a média montanha.

 

O mercado

As transferências da Qhubeka-NextHash estão dependentes da equipa conseguir arranjar patrocínios para 2022 ou não, pelo que, até agora, apenas se registaram saídas da formação sul-africana. 13 dos ciclistas do atual plantel já encontram colocação para a próxima época, com destaque para as grandes figuras Giacomo Nizzolo, Victor Campenaerts e Max Walscheid.



Domenico Pozzovivo e Reinardt Janse van Rensburg são dois nomes que ainda permanecem na incerteza e que, com alguma sorte, podem conseguir dar resultados à equipa. Situação inglória, com o mercado praticamente fechado, sendo que depois será preciso recorrer aos ciclistas sem contrato e à equipa de desenvolvimento para completar o plantel.

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