Melhores equipas do ano – 29º

A primeira equipa ProTeam do nosso ranking é a formação de Ivan Basso e Alberto Contador e que conta com Daniel Viegas nas suas fileiras. Com um ano de sonho, a EOLO-Kometa estreou-se em Grandes Voltas e logo com um triunfo, o que levou o antigo ciclista espanhol a cumprir a promessa de fazer Madrid-Milão em bicicleta. A equipa italiana manteve-se fiel a si própria, sempre muito combativa, mostrando a camisola e os patrocinadores muitas vezes na frente.

 

Os dados

Vitórias: 5 triunfos, incluindo um no World Tour e um campeonato nacional.

Pódios: 21 pódios, um número não muito elevado apesar de muita combatividade da equipa.



Dias de competição da equipa: 108 dias de corrida divididos por 40 provas, um totalmente europeu.

Idade média do plantel: 26,1 anos, uma formação de extremos, já que possui veteranos como Gavazzi (37 anos) e Belletti (36 anos) e jovens como Fetter e Fancellu (ambos com 21 anos).

Mais kms: Vincenzo Albanese foi o maratonista da equipa, realizando praticamente 12 300 quilómetros.

Melhor vitória: Claramente, a conquista do Monte Zoncolan por parte de Lorenzo Fortunato no Giro d’Itália.

 

O mais

Até 2021, Lorenzo Fortunato era um pleno desconhecido, algo que mudou por completo esta temporada. O talentoso trepador italiano conquistou o Monte Zoncolan, venceu a Adriatica Ionica Race (onde venceu a Cima Grappa) e foi 8º no Giro di Sicilia. Com 25 anos, ainda está em evolução.

Vincenzo Albanese foi, em tempos, uma promessa do ciclista transalpino, no entanto demorou muito a confirmar o seu potencial. A mudança para a EOLO-Kometa fez-lhe bem e Albanese somou 15 top-10, incluindo alguns pódios, mostrando que continua a ser um ciclista muito rápido após dias mais duros. Por fim, destaque para o jovem Erik Fetter, vencedor de uma etapa no Tour du Limousin, um puncheur com muito potencial.

 

O menos

Luca Wackermann é, em muitos aspetos, um ciclista parecido a Vincenzo Albanese e até vinha de um 2020 positivo no entanto este ano eclipsou-se, conseguindo apenas 2 top-10. O calendário italiano é a sua praia mas não conseguiu aparecer. Edward Ravasi é mais uma eterna promessa, a EOLO deu-lhe uma chance que este tarde em aproveitar, já que 2020 não lhe sorriu, não conseguindo um único top-10.



Os sprinters Manuel Belletti e Luca Pacioni foram reforços para esta temporada mas não conseguiram render o esperado. Por norma, homens bastante regulares nas chegadas rápidas, este ano não se conseguiram impor nos finais, passando completamente ao lado da temporada.

 

O mercado

A ressaca do melhor ano da EOLO-Kometa não vai trazer muitas mudanças na formação italiana. Manuel Belletti retira-se e também saem Luca Wackermann, Luca Pacioni, Mattia Frapporti e John Archibald, corredores que pouco ou nada renderam esta temporada, pelo que as suas saídas acabam por ser naturais.

Do lado oposto, existem 5 contratações. Diego Rosa é a grande contratação, chega da Arkea-Samsic para tentar relançar a carreira, se voltar aos velhos momentos da Astana/Sky é um perigo. Alex Martin chega da equipa sub-23 e, por fim, a aposta no mercado italiano fica reforçada com as chegadas do sprinter Giovanni Lonardi e dos muito combativos Mirco Maestri e Simone Bevilacqua.



 

O que esperar de 2022?

Para a próxima temporada, esperamos ver uma EOLO-Kometa a manter o registo deste ano, uma formação muito combativa, a tentar vencer através de fugas e com ataques nas partes finais. Lorenzo Fortunato tem tudo para continuar a evoluir e tornar-se uma grande figura, sendo que estamos muito curiosos daquilo que os jovens Alessandro Fancellu e Erik Fetter podem fazer com mais um ano de experiência no pelotão.

Para as chegadas rápidas, Giovanni Lonardi e Vincenzo Albanese serão as principais apostas, esperando por aparecer mais nos dias com algumas dificuldades. Esperamos muitas fugas de Mirco Maestri. Daniel Viegas mantém-se na equipa italiana.



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