Análise às equipas presentes na Volta a Portugal 2026

 

Anicolor / Campicarn

Não têm sido tão dominadores como em temporadas transatas mas chegam com um bloco coeso, experiente e compacto prontos para revalidar o título conquistado nas últimas duas edições. Artem Nych tem dado indicações nos últimos meses que volta a ser um forte candidato, ganhou o G.P. O Jogo, foi 2º no G.P. JN, 6º no Troféu Joaquim Agostinho e 7º no GP Anicolor. O russo continua a ser um perigo não obstante não ser o melhor de todos na alta montanha montanha, mas tem a seu favor o contra-relógio.

Alexis Guerin tem sido o mais consistente, uma alternativa de luxo: vencedor do GP Anicolor, 2º na Volta ao Alentejo e GP Beiras, 3º no GP O Jogo, 8º no GP JN e 10º no Troféu Joaquim Agostinho. Muito forte na alta montanha, terá o contra-relógio como o calcanhar de Aquiles. O bloco de apoio é excelente, Rafael Reis e Enzo Leijnse são dos melhores roladores em Portugal e Carson Miles e Louis Ferreira são trepadores bastante competentes. Santiago Mesa, já com 4 vitórias em 2026, será um dos favoritos para as etapas ao sprint.



APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery

Uma equipa que se estreia na Volta a Portugal mas com alguns ciclistas a já terem feito a prova no ano passado por outra formação norte-americana. Destacamos Adam Lewis e Conn McDunphy, são os ciclistas com mais pergaminhos dentro da equipa e que mais luta podem dar com presença em fugas. Liam Flanagan para as chegadas ao sprint e Ethan Dunham para as etapas de montanha, são outros ciclistas a ter debaixo de olho.

 

 

 

 

Aviludo – Louletano – Loulé

A ausência de Nicolas Tivani devido a lesão vai fazer-se notar. O argentino foi o grande animador da equipa nas últimas duas edições, onde venceu etapas e as classificações por pontos. Tomás Contte ganha mais responsabilidade, o também argentino será o sprinter de serviço, 3 vitórias em 2026 e um dos mais regulares a correr em Portugal.

Para a classificação geral a liderança deve manter-se em Jesus del Pino, o veterano espanhol já começa a não ser tão regular nos 10 primeiros, mas numa prova como esta a experiência ainda conta muito. Jorge Galvez tem tido uma temporada muito positiva, venceu o GP Anicolor, um boost de confiança que o pode fazer saltar para outros voos. A experiência de André Carvalho e Daniel Viegas será importante no apoio aos líderes, numa formação completa com Filipe Francisco e Cláudio Leal.

 

Burgos Burpellet BH

De regresso à Volta a Portugal e com uma equipa bastante sólida. É daquelas equipas que até pode não trazer nenhum nome sonante para a classificação geral mas vão dar muito espetáculo e estar ao ataque todos os dias. Daniel Cavia é um sprinter interessante, vai com certeza fazer frente aos homens rápidos nacionais.

Hugo de la Calle é um corredor muito completo, sobe bem e excelente ponta final, pode ser um perigo nos dias de média montanha e, quem sabe, tentar aguentar-se na geral até onde der. O italiano Lorenzo Quartucci também é um ciclista completo, a par de Martin Rey. Falar de combatividade é falar de Jambaljamts Sainbayar e Carlos Garcia Pierna, mais dois cbons ciclistas para a média montanha. Por fim, a iniciar o estágio na equipa, o ucraniano Maksym Bilyi é para manter debaixo de olho, habituado a correr em Portugal, ainda na semana passada foi 5º no GP Mortágua.

 

Credibom / LA Alumínios / Marcos Car

Paulatinamente, ano após ano, têm melhorado o seu rendimento na estrada e fortalecido o plantel, um projecto com identidade, comandado por Hernani Broco e que chega aqui com legítimas aspirações de um bom resultado. Emanuel Duarte sai como líder principal da equipa, foi 8º no ano passado e chega com uma temporada onde foi 5º no Troféu Joaquim Agostinho e 6º na Volta ao Alentejo.

De Hugo Nunes podemos esperar muita combatividade, o português venceu uma etapa no ano passado e é sempre um ciclista a ter debaixo de olho para a classificação da montanha. As ausências por lesão de Gonçalo Leaça e Duarte Domingues tornam o bloco de montanha mais fraco, mas com João Medeiros, João Oliveira e Diogo Pinto o apoio está garantido. Hernani Broco também aposta nos sprints, com João Martins a ser a peça central, com Diogo Narciso no seu apoio.

 

Efapel Cycling

Tiago Antunes está a fazer uma temporada de luxo e chega mais motivado que nunca à Grandíssima! Vencedor da Volta ao Alentejo e do Troféu Joaquim Agostinho, 2º no GP O Jogo e 3º no GP Anicolor e GP JN, fazem do português um sério candidato. Tem evoluído na montanha, sem perder a capacidade de explosão e de andar no contra-relógio. Com Jesus David Peña, alguém que sabemos que vai ter problemas no contra-relógio, podem formar um duo muito perigoso na alta montanha.

Este ano o foco é total na classificação geral por parte da equipa de José Azevedo. Joaquim Silva é aquele ciclista sempre muito fiável quando a estrada inclina, Keegan Swirbul também é muito certinho no seu trabalho e os jovens portugueses Diogo Gonçalves, Lucas Lopes e Pedro Pinto têm evoluído muito, estão a ter temporadas muito positivas quando são chamados ao trabalho.



Euskaltel – Euskadi

Uma equipa sempre perigosa e que leva muito a sério a Volta a Portugal. Txomin Juaristi foi 2º e venceu uma etapa em 2024 e é, novamente, um ciclista a ter em consideração, o percurso assenta-lhe muito bem. Jokin Murguialday é outro cliente habitual das nossas estradas, vencedor de várias camisolas da juventude, a sua melhor versão aparece sempre em Portugal.

Mikel Bizkarra será, essencialmente, um apoio, a veterania já começa a pesar para a geral mas o basco ainda é um ciclista perigoso sempre que a estrada inclina. Jordi López e Xabier Isasa estão longe de ser sprinters, mas nos dias com algumas dificuldades, conseguem estar na luta pelos primeiros lugares. Dos irmãos Axel e Danny van der Tuuk esperamos a presença em fugas, é o ADN de ambos.

 

Feira dos Sofás – Boavista

O projeto liderado por André Cardoso chega com muita motivação à Volta a Portugal. Pedro Silva é o líder, o português foi 6º no ano passado enquanto gregário e, agora num papel diferente, tem tudo para melhorar. Tem vindo a fazer uma temporada positiva, 4º no GP O Jogo e GP Beiras, preparando muito bem este objetivo. David Dominguez poderá ser a alternativa e acreditamos que seja resguardado, com Ruben Rodrigues (4º na Volta a Portugal do Futuro) a completar o elenco de trepadores.

Fábio Costa é muito mais que um sprinter, o português adapta-se à grande maioria das etapas desta edição, um corredor muito rápido depois de dias mais complicados, está à beira de uma grande vitória. Para as etapas mais planas, a aposta pode recair em Iker Bonillo, com Oscar Rota a ser o lançador. Rafael Sousa é o benjamim da equipa.

 

Feirense – Beeceler

Abner Gonzalez foi reforço já com a época a decorrer, o porto-riquenho é a grande figura da equipa e aposta tudo na Volta a Portugal, uma competição onde já foi 3º e 6º e venceu na Senhora da Graça. Harrison Wood é um ciclista muito experiente, será o seu braço-direito, num bloco de montanha onde Alexandre Montez e Viacheslav Ivanov marcarão presença.

A combatividade é um dos pontos principais dos comandados de Joaquim Andrade, por isso esperamos ver as cores da equipa de Santa Maria da Feira nas fugas, com Francisco Pereira, Fábio Oliveira e Pedro Andrade a estarem encarregues disso.

 

GI Group Holding – Simoldes – UDO

José Neves voltou a mostrar a sua melhor versão no Troféu Joaquim Agostinho, vitória no Montejunto e 3º da geral para aguçar o apetite para a Volta a Portugal. Se apresentar o mesmo nível é um perigo sério. Ainda para a montanha, Rui Carvalho e Gaspar Gonçalves são atletas muito experientes e fiáveis, podem lutar por uma etapa ou até mesmo pela classificação secundária.

Adrián Bustamante tem tido uma temporada muito discreta mas todos sabemos da qualidade do colombiano, um ciclista que passa bem a média montanha, com uma boa ponta final e que já sabe o que é ganhar na Volta. Os jovens André Ribeiro, José Miguel Moreira e Andrey André vão continuar a ganhar experiência, uma das premissas do projeto de Manuel Correia.

 

Localiza Meoo / Swift Pro Cycling

Uma estreia na Volta a Portugal, uma equipa 100% brasileira. Neste elenco, o grande nome é o já veterano Henrique Avancini, 37 anos e que até há pouco era apenas um especialista de BTT onde foi duas vezes campeão do Mundo de Maratonas. Desde que se focou na estrada os resultados são positivos, este ano venceu o sempre complicado Tour of the Gila e foi 8º no Tour do Ruanda, um trepador bastante competente e que pode dar luta em algumas chegadas.

Dos restantes nomes não esperamos muito, será uma prova de muita aprendizagem e rodagem num ambiente muito diferente ao que estão habituados na América.

 

 

Meridian Racing pb de la Uz

Em nossa opinião, a pior equipa à partida para a Volta a Portugal. 7 ciclistas desconhecidos, sem resultados de relevo ao longo da carreira, pelo que lutarem por uma etapa será o único objetivo e, mesmo assim, será complicado, para não dizer impossível de alcançar.

 

 

 

 




NSN Development Team

A formação israelita regressa um ano após ter sido protagonista. Itamar Einhorn chega “emprestado” da equipa principal e o experiente sprinter será um dos homens a ter em consideração para as chegadas rápidas, formando dupla com o britânico Finlay Tarling, irmão de Joshua Tarling da INEOS.

Zac Marriage foi 6º no ano passado, esta época tem feito muitas provas com a equipa principal e, com outro andamento, pode ser alguém a estar entre os 10 primeiros, um corredor muito completo. Numa equipa sempre focada no desenvolvimento dos seus jovens talentos, Emil Nymand Nielsen e Álvaro Garcia são outros valores interessantes a seguir, principalmente quando o terreno ficar mais duro.

 

 

Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Mantém-se a opção por ser das melhores equipas nacionais ao sprint, Leangel Linarez perfila-se como opção principal da formação comandada por Gustavo Veloso, mesmo sabendo que não vai haver muitas chances de brilhar. O venezuelano tem as fichas da temporada apontadas para este momento, numa temporada ainda não venceu.

João Matias e César Martingil constituem um comboio de luxo e também podem vir a ter as suas oportunidades nos dias em que existam pequenas dificuldades. Francisco Morais e Angel Sanchez vão ser os ciclistas mais designados para o trabalho, com Gonçalo Carvalho a apontar às fugas das etapas de montanha. Muita curiosidade para ver Rafael Barbas, o jovem português foi 6º na Volta a Portugal do Futuro e 10º no Troféu Joaquim Agostinho, aos 22 anos está a dar o salto qualitativo.

 

Team Tavira – Crédito Agrícola

Afonso Silva parte como o líder da equipa, não é um puro trepador mas, se aguentar as montanhas mais duras pode ser um osso duro de roer. Num 2026 marcado por uma longa lesão, os resultados continuam positivos e mostram que aos 26 anos está em grande: venceu em Santo Tirso, vice-campeão nacional de estrada e 9º no Troféu Joaquim Agostinho. Diogo Barbosa tem feito uma temporada regular e pode ser outra cartada para a geral.

Recém vencedor da Taça de Portugal, Francisco Campos chega motivado e a apontar à vitória em etapa numa chegada ao sprint, pode formar uma dupla perigosa com Carlos Miguel Salgueiro, outro ciclista muito rápido. Ailetz Lasa será um ciclista de muito trabalho e de Noah Campos e Guilherme Mestre esperamos combatividade, especialmente de Campos que, apesar de ter 21 anos, já tem alguma experiência a este nível.

 

Óbidos Cycling Team

Uma estreia na Volta a Portugal! O projeto liderado pelo ex-ciclista Micael Isidoro chega a um dos grandes objetivos da temporada com o objetivo de vencer uma etapa e mostrar-se na maior montra do ciclismo nacional. Esperamos muita combatividade em todas as etapas, fugas todos os dias e luta pela classificação da montanha.

Eduardo Pérez-Landaluce é dos mais experientes da equipa, trepador espanhol de 28 anos que vem de ser 13º no Troféu Joaquim Agostinho, pode ser a aposta para a geral. Jeremy Smith, Bruno Maceiras, e Gonçalo Rodrigues são os restantes trepadores da equipa. José Manuel Gutierrez, 38 anos, será o veterano, um espanhol já habituado a estas andanças e mais um para as fugas. Entre Álvaro Navas e Rbén Sanchez teremos o sprinter da equipa.




UAE Team Emirates – XRG

A melhor equipa do Mundo estreia-se na Volta a Portugal! Rui Oliveira é o cabeça-de-cartaz da equipa, o português vai procurar, finalmente, erguer os braços como profissional e nada melhor que consegui-lo em casa, tem várias etapas ao seu jeito. Luca Giaimi, Julius Johansen e Marcos Freire formam um comboio muito competente em torno do ciclista de Vila Nova de Gaia. Muito cuidado, também, com Giaimi e Johansen para os contra-relógios e para a presença em fugas.

Ainda da equipa principal está presente Adrià Pericas, espanhol de apenas 20 anos mas muito talentoso que este ano foi 2º na Vuelta às Astúrias, 7º na Volta a Hungria e 9º no Sibiu Tour. Para o apoio na montanha há o jovem de 18 anos Jaime Torres, 2º na Volta a Portugal do Futuro mas que já tem feito muitas provas com a equipa principal. O árabe Abdulla Jasim Saif Jasim Al-Ali completa o elenco da equipa.


Análise ao percurso da Volta a Portugal 2026

Com 1 384 quilómetros, esta é uma edição que passa por todas as regiões do país e com algumas inovações. Num total de 11 etapas, 3 terminam com chegada em alto, para além de um prólogo e um contra-relógio pelo que sobram apenas 4 etapas para os sprinters e ciclistas de média montanha.

 

Prólogo (5 de agosto) – Lisboa › Lisboa (6,5 kms)

A prova começa com um curto prólogo de 6500 metros na cidade da Lisboa, um esforço curto mas suficiente para criar as primeiras diferenças entre especialistas do contrarrelógio e candidatos à classificação geral. Numa competição de 11 dias, podem ser já diferenças importantes.

 

1ª Etapa (6 de agosto) – Lourinhã › Sintra/Queluz (157,1  kms)

A primeira etapa em linha tem 157,1 kms e quase 2400 metros desnível acumulado. Não é uma etapa de montanha, mas também não é uma etapa para os sprinters. É uma jornada que lembra muito uma clássica portuguesa, com um final bastante exigente nas estradas de Sintra, o que pode resultar num sprint em pelotão mais reduzido ou, caso seja feita uma seleção maior, entre os principais candidatos à vitória na geral final da competição.




2ª Etapa (7 de agosto) – Sines › Albufeira (180,4  kms)

Incursão no Altarve, com 180,4 kms entre Sines e Albufeira. Apesar de não ser totalmente plana, o perfil favorece claramente os sprinters, se há dia que vai chegar em pelotão compacto tem de ser este. As dificuldades concentram-se na primeira metade da etapa, enquanto a segunda metade é bastante favorável ao controlo da fuga. A única subida de 3ª categoria não deverá ser suficiente para afastar os principais sprinters da luta.

3ª Etapa (8 de agosto) Beja › Elvas (182,2  kms)

A Volta deixa o litoral e entra para o interior alentejano, com uma etapa de 182,2 km entre Beja e Elvas. É uma jornada longa, desgastante e muito exposta ao vento, típica das estradas do Alentejo e juntando a isso, as altas temperaturas podem ser decisivas. Se as condições forem calmas, o cenário mais provável é uma chegada ao sprint de um grupo numeroso, favorecendo velocistas mais completos. Se houver vento lateral forte, esta etapa pode transformar-se numa das mais imprevisíveis da corrida.

4ª Etapa (9 de agosto) – Figueiró dos Vinhos › Covilhã-Torre (154,6  kms)

A Serra da Estrela dispensa apresentações! Esta etapa liga Figueiró dos Vinhos à Torre (via Covilhã) em 154,6 km, acumulando 4 040 metros de desnível positivo. Com cerca de 1.500 metros de desnível acumulado na ascensão final, esta jornada será principal teste para os candidatos à vitória final durante a primeira semana. Salvo uma fuga excecionalmente forte, a vitória deverá sorrir a um dos principais candidatos à classificação geral, e esta etapa tem tudo para ser o momento decisivo da prova. Não é um dia para se ganhar a Volta mas pode-se perder aqui.

5ª Etapa (10 de agosto) – Anadia › Águeda (CRI – 17,4  kms)

A anteceder o dia de descanso, aparece o contrarrelógio individual entre Anadia e Águeda, numa distância de 17,4 kms. É um esforço curto, rápido e ondulado, sem grandes dificuldades mas suficientemente seletivo para criar diferenças entre os candidatos à geral. Não deverá provocar uma revolução na classificação geral, mas pode ser decisivo para definir posições antes da entrada na segunda parte da Volta e nas decisivas etapas.



6ª Etapa (12 de agosto) – Santa Maria da Feira › Peso da Régua (132,6  kms)

Após o merecido descanso, etapa de 132,6 quilómetros entre Santa Maria da Feira e o Peso da Régua onde o percurso é muito exigente, com sucessivas subidas e descidas, típico do terreno entre o vale do Douro e as serras envolventes. A segunda categoria em Tarouquela é a principal dificuldade do dia e, apesar de estar longe da meta, deverá provocar a primeira seleção importante. Pode ser uma etapa que pode provocar diferenças na classificação geral, sobretudo se os candidatos estiverem separados por poucos segundos e vierem dispostos a atacar a corrida desde cedo.

7ª Etapa (13 de agosto) – Vieira do Minho › Termas do Gerês (153 kms)

Uma chegada em estreia na Volta a Portugal, no Gerês. É uma etapa com 153 kms e 3 188 metros de desnível acumulado. Dia de alta exigência, marcada por duas grandes ascensões de 1.ª categoria (Mata de Albergaria e Alto de Germil) e um percurso constantemente irregular, estas subidas vão fazer, por si só, uma seleção natural entre os candidatos à geral. A juntar a tudo isto, a subida para o Alto do Germil tem partes em empedrado e o final é numa contagem de montanha de 3ª categoria.

8ª Etapa (14 de agosto) – Melgaço › Fafe (166,8  kms)

Fafe está de volta à Volta! Inicio em Melgaço e com chegada mítica a cidade que recebe tão bem a Grandíssima na distância de 166,8 quilómetros, e sem dureza extrema, mas a passagem pela Penha em Guimarães vai condicionar a chegada ao sprint. Este é um dia perfeito para a fuga ou então um dia armadilhado por algumas equipas da geral, mas certamente será uma etapa que aumenta a componente tática da corrida.



9ª Etapa (15 de agosto) – Paredes ›  Monte Farinha- Sra. da Graça (142,3  kms)

Eis uma de muitas novidades da Volta, etapa rainha e a dupla passagem pela Senhora da Graça! Ligação de Paredes à Senhora da Graça na distância de 142,3 quilómetros e essa novidade com a dupla passagem pelo Monte Farinha, onde a primeira passagem será feita por Carvalhais com 9 kms a 7% e o último quilómetro em terra batida. A segunda subida ao Alto da Senhora da Graça será feita pela vertente tradicional. Com 3 323 metros de desnível, duas subidas de 1.ª categoria e uma chegada em alto numa das montanhas mais emblemáticas do ciclismo português, estão reunidas todas as condições para decidir a classificação geral e para o espetáculo.

10ª Etapa (16 de agosto) – Maia › Porto (136,9  kms)

Último dia da Volta, com ligação da Maia ao Porto. com os ciclistas a percorrer os últimos 136,9 quilómetros da maior prova nacional. A dureza está toda nos últimos 40 kms, já na chegada à cidade e ao circuito final entre o Porto e Gaia a ser percorrido por 3 vezes. Os sprinters que resistirem em competição vão tentar discutir a etapa, contudo a subida para a Avenida dos Aliados através da Rua Mouzinho da Silveira em paralelo, vai trazer um acrescentar de dificuldade.

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