Análise final às equipas presentes no Tour de France 2020

AG2R La Mondiale – 14

Fica um sabor agridoce para a formação francesa, mas há várias ilações positivas a retirar. Benoit Cosnefroy foi um dos animadores do Tour e só perdeu a camisola da montanha na etapa 17, Cosnefroy lutou como pôde, talvez tenha faltado cabeça e sobrado coração, mas era complicado fazer melhor tendo em conta como estavam distribuídos os pontos para esta classificação. A pressão cedo saiu da equipa gaulesa com o triunfo de Nans Peters na etapa 8, o francês de 26 anos voltou a mostrar ter um instinto matador, tem 2 vitórias na carreira, 1 no Giro e 1 no Tour.

Tudo ia muito, muito bem encaminhado antes da queda e consequente desistência de Romain Bardet, antes do incidente Bardet seguia em 4º da geral e já tinha mostrado boa condição física, optou por não perder tempo e apostar na geral em vez de etapas. Oliver Naesen e Clement Venturini terminaram no top 10 em 3 ocasiões. Já de Alexis Vuillermoz e Pierre Latour esperava-se um pouco mais.




 

Astana Pro Team – 15

A equipa cazaque não assumiu a corrida apesar de ter um dos blocos mais fortes e consistentes e isso foi desapontante, principalmente porque Miguel Angel Lopez estava fortíssimo na última semana, como se viu no Col de la Loze. Depois no contra-relógio final teve um dia horrível e caiu para 6º na geral, o que tornou o Tour da Astana ainda mais comum. Com este alinhamento era de esperar mais ataques de longe e mais liberdade para alguns ciclistas entrarem em fugas, especialmente tendo em conta que houve alguma falta de ousadia.

Ainda assim, a equipa sai com 2 vitórias em etapa, graças a Miguel Angel Lopez e à excelente exibição de Alexey Lutsenko na 6ª etapa. Ion Izagirre desistiu cedo, Gorka Izagirre mal se viu e Harold Tejada fez uma boa estreia, é mais um colombiano com futuro.

 

Bahrain-McLaren – 16

Esforço inglório nos últimos dias de montanha, têm mérito por ter tentado, especialmente na 18ª etapa, onde insistiram apesar do falhanço do dia anterior. Mikel Landa defendeu-se bem no contra-relógio e terminou em 4º da geral, um lugar expectável. Fica uma sensação de oportunidade desperdiçada relativamente ao basco, é raro um Tour ter tão poucos quilómetros de contra-relógio.

Damiano Caruso subiu a um incrível top 10 no penúltimo dia, foi a melhor Grande Volta do veterano italiano, que premeia pela consistência, Pello Bilbao esteve bem e Wout Poels lutou durante 2 semanas contra dores horríveis para poder estar com o seu líder na semana final, foi um dos heróis do Tour. Pena o abandono de Rafa Valls logo a iniciar o Tour. Sonny Colbrelli foi uma sombra dele mesmo e também não havia muitas chegadas ao seu jeito, curiosamente apareceu numa etapa de montanha.

 

B&B Hotels – Vital Concept p/b KTM – 14

Saem de mãos a abanar, mas de cabeça levantada, deram bastante nas vistas e fizeram o que conseguiram. A aposta teve 2 vectores, na montanha destacou-se Pierre Rolland, que carregou no gatilho muitas vezes e esteve perto de acertar na 12ª etapa, fazendo 2º. Talvez a falta de critério na escolha das fugas lhe tenha custado energia essencial na luta da camisola das bolinhas, mas foi muito combativo e acabou no top 20.

Bryan Coquard esteve sempre na discussão dos sprints, uma queda feia a meio debilitou-o para a segunda metade do Tour, tendo conseguido um pódio na 7ª etapa. Terminou em 4º na classificação por pontos e os bons resultados obtidos foram também devido ao trabalho de Jens Debusschere e Kevin Reza. Quentin Pacher foi outro elemento muito activo ao longo das 3 semanas.




 

Bora-Hansgrohe – 15

A formação alemã chegou ao Tour a lamber feridas e isso passou factura. Cedo Emanuel Buchmann cedeu na classificação geral e nunca conseguiu recuperar, acabaria por ser Lennard Kamna a salvar a honra do convento com uma fantástica vitória a solo na 16ª etapa, o jovem alemão já tinha brilhado no Dauphine. Maximilian Schachmann esteve escapado muitas vezes, mas houve sempre alguém na fuga mais forte ou astuto que o germânico.

Nos últimos anos a Bora-Hansgrohe tem conquistado a camisola verde, algo que não conseguiu este ano, e não foi por falta de tentativas. O colectivo bem tentou pegar na corrida várias vezes para Peter Sagan, mas o eslovaco por azar ou incapacidade física nunca foi capaz de corresponder na plenitude. Também é verdade que as perdas de Gregor Muhlberger e Lukas Postlberger em momentos fulcrais não ajudou, tudo o que podia correr mal correu mal.

 

CCC Team – 8

Falharam no principal objectivo, era daqueles conjuntos que vinha somente focado na conquista de etapa, andaram perto, só que nunca o conseguiram. Nas jornadas de média montanha faltou coesão e colaboração entre Greg van Avermaet e Matteo Trentin, o belga terminou 3 vezes nos 4 primeiros, enquanto o italiano foi essencialmente consistente e foi 3º na classificação por pontos, nenhum se mostrou disposto a sacrificar as ambições pessoais nos momentos chave.

No meio disto foi Ilnur Zakarin quem esteve relativamente perto do triunfo na etapa 8, o russo foi traído pela sua técnica débil e perdeu tempo precioso a descer. Esperávamos mais de Alessandro de Marchi, enquanto Simon Geschke esteve muito activo, faltou-lhe aquele extra para sair vencedor de uma jornada de montanha.

 

Cofidis, Solutions Crédits – 12

A equipa francesa não esteve mal, mas também não deslumbrou. Elia Viviani foi uma grande desilusão, não há como dar a volta a este facto. Alguém que nos 2 anos anteriores era considerado um dos melhores sprinters do Mundo, somou um total de 30 vitórias, que é contratado para liderar a equipa e até tinha um comboio decente, chega ao Tour e não faz melhor que 4º numa etapa. Em jeito de comparação, Laporte na única oportunidade que teve para sprintar também foi 4º (etapa 7) e Consonni na única oportunidade que teve para sprintar foi 3º (etapa 14).

Valeu à equipa uma boa 1ª semana de Jesus Herrada, que foi 2º no Mont Aigoual e um Guillaume Martin que ficou às portas do top-10. Martin ficou um pouco entre a espada e a parede, começou o Tour muito bem, com o top-10 no horizonte. Depois havia uma decisão a tomar, continuar nessa luta ou perder tempo propositadamente para tentar a vitória em etapa, sabendo que havia possibilidades desse triunfo não acontecer. É sempre complicado e o francês optou por continuar perto na geral, tendo sofrido um azar grande no Grand Colombier, que pode muito bem ter custado o top 10 final.




Deceuninck-QuickStep – 19

Um Tour quase perfeito para a formação belga, algo que não nos surpreende. A pressão ficou logo para trás quando Julian Alaphilippe ganhou e ficou com a camisola amarela. O francês depois bem tentou, só que não estava na mesma condição física do ano passado e nunca mais fez aquelas exibições épicas.

Depois a equipa focou-se em Sam Bennett e o irlandês correspondeu na perfeição, com 2 vitórias em etapa e a camisola verde, conquistado a muito custo depois de muito lutar nas etapas de montanha. O que mais impressionou também foi a coesão de equipa, com objectivos bem definidos. Nota ainda para Michael Morkov, o dinamarquês realmente é dos melhores lançadores do Mundo.

 

EF Pro Cycling – 15

Cedo a equipa focou-se em Rigoberto Uran, depois dos azares de Daniel Martinez e Sergio Higuita. Estes 2 colombianos tiveram sortes diferentes, Higuita continuou afectado pelas quedas e abandonou na 3ª semana por causa de outra. Daniel Martinez beneficiou de liberdade e aproveitou uma das poucas oportunidades que teve, assim que conquistou a etapa passou a trabalhar para Rigoberto Uran.

Uran premiou pela consistência, não realizou um ataque durante a prova toda e terminou no 8º posto depois de um bom contra-relógio final. Esperávamos mais de Hugh Carthy na montanha e de Alberto Bettiol nas etapas de média montanha. Seria complicado para a EF Pro Cycling conseguir mais e melhor.

 

Groupama-FDJ – 10

A equipa apostou tudo em Thibaut Pinot e o francês de 30 anos voltou a baquear, enquanto Arnaud Demare somava vitórias atrás de vitórias. Problemas físicos fizeram Pinot quebrar e depois nunca mais foi o mesmo. David Gaudu mal se viu e acabou por abandonar e foi Sebastien Reichenbach o ciclista a estar mais em destaque, com o 3º posto em Villard-de-Lans.

Valentin Madouas foi 4º na etapa 13 e 3º classificação da juventude e também esteve bem. O resto da equipa esteve muito discreta.

 

 




Israel Start-Up Nation – 9

Os ciclistas para a montanha vieram já bastante debilitados e nunca chegaram a estar a top. Dan Martin bem tentou, mas não conseguiu andar de forma consistente entre os melhores e Ben Hermans foi uma sombra dele mesmo.

No campo do sprint quem mais se destacou foi Hugo Hofstetter, que esteve por 5 vezes no top 10. De resto não há muito a dizer, a equipa não tem neste momento grandes argumentos para este nível de competição e espera por 2021 para ser mais competitiva.

 

Lotto Soudal – 14

Bem cedo a equipa belga ficou reduzida a 6 elementos com os abandonos de John Degenkolb e Philippe Gilbert, com Steff Cras a deixar a equipa reduzir a 5 para as últimas duas semanas.

Caleb Ewan salvou a honra do convento, triunfando por duas vezes no entanto nos restantes sprints esteve um pouco aquém do esperado. Roger Kluge, Jasper de Buyst e Frederik Frison fizeram o lhes competia, sendo que Thomas de Gendt esteve longe do seu melhor, uma sombra do que já apresentou noutros anos.

 

 

Mitchelton Scott – 12

É certo que a equipa australiano chegava com o objetivo de vencer etapas no entanto bem cedo Adam Yates ficou com a camisola amarela, envergando-a por 4 dias. Segundo o próprio, não vinha com ambições para a geral mas acabou por finalizar no 9º lugar, depois de ter andado bem melhor no início, perdendo algum gás na parte final.

Luka Mezgec era a aposta para as chegadas rápidas e, em dias mais duros, onde mais se destaca, esteve perto do triunfo, com dois 2º lugares. Esteban Chaves passou ao lado da corrida, tal como Mikel Nieve que, pela primeira vez na carreira abandonou uma Grande Volta, e Daryl Impey. Jack Bauer, Christopher Juul-Jensen e Sam Bewley foram homens de trabalho.

 

Movistar Team – 16

Mais um ano e mais uma vez a equipa de Eusebio Unzué a subir ao pódio em Paris, como vencedor da classificação por equipas. Num ano que não está a correr de feição, as expectativas não eram muitas. Discretamente, Enric Mas foi de menos a mais, terminando o Tour num fabuloso 5º lugar. Alejandro Valverde esteve muito discreto, raramente se viu, tinha o top 10 final à sua mercê, mas cedeu no contra-relógio final.

Marc Soler foi o ciclista mais ativo nas fugas mas foi Carlos Verona quem esteve mais perto de levantar os braços. Imanol Erviti, José Joaquin Rojas, Dario Cataldo e Nelson Oliveira ainda integraram fugas mas, no computo geral fizeram um Tour discreto.

 




 

NTT Pro Cycling – 7

As expectativas que recaiam sobre Giacomo Nizzolo eram altas. O italiano vinha de vencer os Nacionais e os Europeus e perfilava-se como um grande candidato à camisola verde. Abandonou ao 8º dia, conseguindo apenas um pódio, numa prestação para esquecer.

Edvald Boasson Hagen e Max Walscheid dividiram as oportunidades nas chegadas rápidas, com cada um a conseguir um top-10. As presenças de Michael Valgren e Roman Kreuziger não se fizeram notar, passando completamente ao lado da competição francesa. Michael Gogl e Domenico Pozzovivo não chegaram a Paris, depois de Gogl se ter destacado em algumas fugas.

 

Team Arkéa Samsic – 6

Um ano passou e, com todo o reforço do plantel, só podemos dizer que o Tour da equipa francesa foi um fracasso. Nairo Quintana nunca se encontrou, foi uma sombra de si próprio, longe do que mostrou na primeira parte de 2020. 17º a mais de 1 hora!

Warren Barguil acabou por ser o melhor colocado da equipa (14º) mas foi sacrificado na primeira semana, quando Quintana ainda estava bem colocado, o que o fez perder demasiado tempo e afastá-lo da luta pelo top-10. Winner Anacona, Diego Rosa e Dayer Quintana pouco ou nada se viram nas etapas de montanha. Kevin Ledanois, Clement Russo e Connor Swift também estiveram discretos mas ainda tentaram a sua sorte em fugas.

 

 

Team Jumbo-Visma – 18

Um Tour que estava a ser perfeito mas que no fim-de-semana final viu todo o plano ir por água abaixo. A equipa holandesa controlou o pelotão a seu belo prazer durante as 3 semanas mas nem sempre pareceu ter a melhor estratégia. Na nossa opinião, Tom Dumoulin não foi usado da melhor maneira, podia ter tido um papel diferente e, ao contrário do que se esperava, o seu comboio não foi dominador em todos os cenários.

Primoz Roglic leva para casa uma etapa e o 2º lugar da geral, fazendo o pleno de pódios em Grandes Voltas, sendo que mais uma vez voltou a quebrar no final de uma prova de 3 semanas. Tom Dumoulin acabou em crescendo, cada vez mais perto daquilo que nos habituou noutras temporadas e, depois de muito trabalho, ainda foi 7º. Sepp Kuss mostrou mais uma vez que é um talento incrível na montanha, sendo o braço direito de Roglic.

Não há palavras para descrever o talento de Wout van Aert, um fenómeno em todo o tipo de terrenos, capaz de derrotar os sprinters e vencer duas etapas, como destruir o pelotão na montanha e lutar pelo contra-relógio final! Há muito que não se via Robert Gesink a este nível, com um papel fundamental, tal como Tony Martin, o “senhor experiência” dentro da equipa. Goerge Bennett foi o ciclista mais apagado e de quem se esperava um pouco mais.

 

Team INEOS – 12

A apreensão à partida para o Tour era muita. Egan Bernal tinha sofrido várias derrotas nas últimas semanas e não parecia em grande forma, algo que ainda conseguiu esconder durante algumas etapas com boas exibições. O castelo desmoronou no Grand Colombier e o abandono tornou-se inevitável.

Richard Carapaz passou a ser a seta da equipa, atacando vezes sem conta na última semana. Em 3 dias consecutivos andou em fugas, por duas vezes acabou em 2º e perdeu a camisola da montanha apenas na derradeira subida. Após anos e anos de trabalho, Michal Kwiatkowski teve a sua recompensa, conquistando uma etapa no Tour, salvando a honra da equipa britânica.

Pavel Sivakov era a “arma secreta” mas as muitas quedas que teve nunca permitiram com que rendesse ao seu nível. Andrey Amador, Jonathan Castroviejo, Dylan van Baarle e Luke Rowe foram meros ciclistas de trabalho sendo que, noutros anos, também mostraram mais.




 

Team Sunweb – 20

No início da competição discutia-se a não convocatória de Michael Matthews mas cedo se percebeu que quem fez as escolhas sabia o que estava a fazer. Numa equipa com muita juventude, 3 vitórias em etapas, mais outros tantos pódios e ainda uma “classificação” final.

Marc Hirschi começou a surpreender ao 2º dia e, depois de uma cavalgada impressionante na 9ª etapa, conseguiu a merecida vitória na 12ª etapa. A partir daí começou o show de Soren Kragh Andersen que, em 5 dias conquistou duas etapas, de forma brilhante, escapando aos seus rivais para nunca mais ninguém o apanhar.

Cees Bol ainda cheirou a vitória ao sprint mas foram várias as vezes que desiludiu, perdendo o comboio fabuloso da sua equipa composto por Joris Nieuwenhuis, Nikias Arndt e Casper Pedersen. Nicolas Roche tentou animar nos primeiros dias e Tiesj Benoot era um ciclista de quem se esperava mais depois do prometedor início de 2020.

 

Team Total Direct Energie – 5

Alguém deu pela presença da equipa de Jean-René Bernardeau na Volta a França? Não fosse o combativo Jerome Cousin a aparecer em algumas fugas no início da prova e esta equipa tinha passado, completamente ao lado da prova.

Niccolo Bonifazio nunca esteve perto de discutir uma etapa nas chegadas ao sprint que houve, mesmo com o apoio de Geoffrey Soupe. Anthony Turgis abriu com um promissor top 10, mas foi sol de pouca dura. Romain Sicard e Lilian Calmejane continuam a ser sombras de si próprios. Fabien Grellier e Mathieu Burgaudeau tentaram mostrar-se em fugas.

 

 

Trek-Segafredo – 16

Todos os anos a equipa norte-americana parte com ambições para a classificação geral e, este ano não era exceção. Bauke Mollema e Richie Porte repartiam a liderança que, após a 13ª etapa, ficou entregue só ao australiano por abandono do primeiro.

O vento já tinha feito das suas, com Richie Porte a perder, invariavelmente tempo mas ao contrário de outros anos os azares não apareceram o corredor de 35 anos completou o seu último grande objetivo da carreira ao terminar no pódio em Paris. Niklas Eg e principalmente Kenny Elissonde foram bons apoios na montanha.

O trio composto por Jasper Stuyven, Edward Theuns e Mads Pedersen dividiu entre si as oportunidades nas chegadas ao sprint, sendo que foi o campeão do Mundo aquele que mais perto esteve de vencer, com dois 2º lugares, ele que, na nossa opinião, era o mais rápido dos 3. Toms Skuijns foi um corredor de muito trabalho, finalizando, ainda, uma etapa em 2º.

 

UAE Team Emirates – 19

Para o fim fica a equipa do vencedor! Logo a abrir Alexander Kristoff fez o “seu” Tour ao vencer a 1ª etapa, numa vitória surpreendente. Talvez este fosse o presságio para o que estava para vir.

Tadej Pogacar ainda viria a perder muito tempo devido ao vento mas não se mostrava preocupado. Fiel ao seu estilo, o jovem esloveno, que hoje está de parabéns, atacou várias vezes e mostrava-se um dos mais fortes, vencendo duas etapas. Quando parecia que iria terminar num já fantástico 2º lugar, fez um contra-relógio do outro mundo, saltando para a liderança, à qual juntava a juventude e a montanha! Tudo isto aos 21 anos!

Jan Polanc e David de la Cruz foram importantes na semana final, ajudando Pogacar nas subidas, com Marco Marcato e Vegard Stake Laegen a trabalharem nas fases mais planas. Fabio Aru abandonou debaixo de um coro de críticas e, dificilmente, continuará na equipa árabe.


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