Antevisão da 12ª etapa da Vuelta 2020

O mítico Angliru! A segunda semana da Vuelta fecha com mais uma tirada nas Astúrias, na subida mais dura da competição.

 

Percurso

Para terminar a 2ª semana da Vuelta, apenas 109 quilómetros entre Pola de Laviana e o Alto de l’Angliru.

Quatro subidas vão marcar o aquecer dos motores para a mítica escalada final, com as duas últimas a serem já testes importantes: Alto del Padrún (3,6 kms a 6.5%), Alto de Santo Emiliano (3,9 kms a 5.9%), Alto de la Mozqueta (6,4 kms a 8.3%) e Alto del Cordal (5,6 kms a 8.8%). Como referido, as últimas duas montanhas são já bastante duras, com rampas muito inclinadas.



A subida para o Alto de l’Angliru tem 13200 metros a 9,4% e pode ser dividida em duas fases. Os primeiros 4,9 kms são a 7,4%, seguindo-se 1000 metros praticamente planos, antes de uma parede autêntica de 6200 metros a 13,7%! Com 2 kms a 13,6% e 17,6% (entre os 4 e 2 kms para a chegada), a dureza será muita, antes de um final em descida, para a coroação do rei desta famosa subida.

 

Táticas

Dia muito curto e com bastante dureza, é o resumo de amanhã. As 3 primeiras subidas servirão para desgastar os ciclistas e tudo se resumirás às últimas duas escaladas. A Movistar hoje esteve ao ataque, algo que chegamos a antecipar e, talvez tentem a mesma estratégia amanhã, na subida do Alto del Cordal. Alejandro Valverde ou Marc Soler devem mexer-se, para endurecer muito a corrida e colocar as restantes equipas em dificuldades.

A Jumbo-Visma está muito forte, hoje voltou a prová-lo, e caberá a si perseguir, enquanto os restantes ciclistas seguirão na roda. Posto isto, acreditamos numa luta entre os grandes candidatos à vitória final.

 

Favoritos

Primoz Roglic voltou a mostrar-se intratável, no dia de hoje, escudado por uma equipa muito forte. O esloveno não é um trepador puro, mas sim um ciclista completo mas adora este tipo de subidas, com finais bastante íngremes. Muito explosivo, sabe que no contra-relógio ganhará tempo, pelo que amanhã vai correr mais no controlo mas estando tão forte, arrancará na parte final se a vitória estiver em disputa e sentir os seus rivais em dificuldades.



A pressão está do lado de Richard Carapaz! O equatoriano está obrigado a atacar e ganhar tempo pois sabe que se não o fizer o triunfo final da Vuelta será muito complicado. Não tem uma equipa forte para o apoiar, o que não ajuda, mas o Angliru é uma subida perfeita para as características de Carapaz.

 

Outsiders

A marcação entre o duo já referido pode abrir as portas a Aleksandr Vlasov. O russo tem tentado nos últimos dias e hoje até conseguiu chegar na frente. Já bastante atrasado, ninguém lhe vai responder diretamente e isso serão boas notícias para o corredor da Astana.

Dan Martin continua com a moral em alta, sempre na ofensiva e a tentar ganhar tempo à concorrência. Em condições normais, este seria um dia bastante duro no entanto está numa forte impressionante. Se não cede, tem a explosão necessária para desferir um forte ataque na parte final.



Wout Poels tem no Angliru uma subida que lhe agrada muito, por duas vezes já aqui foi segundo. O holandês gosta de escaladas longas e inclinadas, é onde costuma conseguir melhores resultados. Tem ido de menos a mais nesta Vuelta, está algo atrasado e pode ter alguma liberdade.

 

Possíveis surpresas

Hugh Carthy tem perdido tempo nos últimos dias mas as chegadas têm sido explosivas demais para as suas características. Nas chegadas mais longas já disputadas, o britânico tem estado muito forte, sempre com os melhores. Amanhã é um dia importante para as suas aspirações de pódio final.  Já aqui referimos que vemos Marc Soler ou Alejandro Valverde a atacar de longe, tal como aconteceu hoje, no entanto não acreditamos no seu sucesso. Será mais um preparar para Enric Mas que entra no seu território, a alta montanha. Tem passado mal em alguns dias e tem que dar uma resposta. Se tiver carta branca dentro da Jumbo-Visma, Sepp Kuss poderá ser um perigo. Para a fuga, destacamos nomes como Michael Woods, Mattia Cattaneo, Robert Power, David Gaudu, Davide Formolo, Ion Izagirre e Nans Peters.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Jan Hirt e Sergio Henao.

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