Dia de contra-relógio individual! Conseguirá Remco Evenepoel fazer brilhar o arco-íris e somar a segunda vitória consecutiva no Tour ou teremos alguém capaz de derrotar o campeão do Mundo da especialidade?
Percurso
Évian-les-Bains acolhe a partida do contra-relógio que começa logo em subida, 9600 metros a 4,2% até ao alto do Cote de Larringes. Esta é uma subida muito regular, as pendentes raramente passam a média, o que vai permitir velocidades elevadas. Atingido o alto, seguem-se 2 kms de planalto até uma descida de 5,5 kms a anteceder os 9 kms finais em estradas mais planas até à meta em Thonon-les-Bains.
Favoritos
Remco Evenepoel – Campeão do mundo na especialidade e no 2º lugar da geral, o belga pode tem a oportunidade perfeita para aumentar a vantagem para os seus rivais e nada melhor que o seu terreno de eleição para tal. Vem de vencer uma etapa, seria incrível vencer duas consecutivas. Vamos ver como corresponde as pernas a seguir ao dia de descanso.
Tadej Pogacar – O esloveno já provou que desce e sobe bem e vence em todo o lado, porque não tentar vencer o contrarrelógio? Com a vitória no Tour praticamente no bolso, vai em busca agora do recorde de vitórias no Tour. Já sabe o que é vencer um contra-relógio no Tour e derrotar Evenepoel, fê-lo em Nice 2024.
Outsiders
Filippo Ganna – O campeão italiano de contrarrelógio parte como um dos favoritos à vitória na etapa de amanhã. Apesar de ser uma 2ª categoria, as rampas não são muito agressivas e, defendendo-se aí, vai ganhar tempo nos restante percurso. O ciclista da Netcompany Ineos tem-se poupado durante todo o Tour a pensar neste dia.
Luke Plapp – daqueles ciclistas que pode aparecer a qualquer momento, ainda no ano passado foi 5º num contra-relógio do Tour. Este é o terreno ideal para se mostrar, uma subida constante mas também bastante terreno rolante, onde consegue impor ritmos elevados. É um teste importante à sua forma.
Paul Seixas – pode não parecer, mas o francês não é assim tão mau no contra-relógio, só este ano foi 4º no Algarve e venceu no País Basco. A subida inicial é perfeita para si, é nesse local de tem de ganhar tempo e tentar recuperar a camisola branca. Mesmo no terreno plano consegue desenvolver ritmos e cadências elevadas. Com o apoio francês, pode voar.
Possíveis surpresas
Juan Ayuso – Não é dos melhores na luta contra o tempo, mas este ano sempre que houve contrarrelógio fez top-10. Depois da quebra e do tempo que perdeu no dia de ontem, prevejo o espanhol a querer mudar a sua imagem e entrar na ultima semana com a força toda.
Tobias Foss – mais um campeão na especialidade presente no Tour. Muito discreto até ao momento, o norueguês tem aqui um percurso ideal para as suas características. Em ano de contrato, um bom resultado aqui seria excelente.
Isaac del Toro – longe de ser um especialista, mas a subida acaba por o beneficiar. Vai ter de ser aí que tem de ganhar tempo que vai perder na parte final. Será que vai voltar a ter um dia mau após o descanso?
Joshua Tarling – tal como Ganna, passou as duas primeiras semanas a poupar-se para este dia. Preferiria um percurso mais plano mas a subida não é assim tão dura e, se não perder muito tempo, conseguirá recuperar e estar na luta devido à parte final.
Mattias Skjelmose – Do top-10 é mais um ciclista que tem possibilidade de lutar pelos primeiros lugares. Apresenta-se a andar bem no contrarrelógio e na montanha. Esta etapa encaixa-se no perfil do ciclista da Lidl-Trek.
Brandon McNulty – outro ciclista que está na ajuda ao seu líder e tem a liberdade de lutar por uma vitória no Tour. Sobe bem e anda bem em terreno plano, digamos que as caraterísticas ideais para vencer no dia de amanhã. Com a UAE Team Emirates a lutar pela classificação por equipas, de certeza que vai dar tudo.
Bruno Armirail – com a desistência de Vingegaard, a Visma vai agora em busca de vitória em etapas. O francês pode ser o abono da equipa e começar a última semana de forma vitoriosa e mostrar ativa depois da desistência do líder.
Victor Campenaerts – não é locomotiva de outros tempos, mas ainda pode dar uma vitória de etapa, ainda para mais sabendo que agora sobe melhor do que quando era um puro especialista. Será o belga capaz de mostrar a sua qualidade nesta especialidade?
Pablo Castrillo – campeão espanhol da especialidade, vai tentar mostrar-se com as cores do seu país. Muito ofensivo ao longo de todo o Tour, será que vai conseguir mostrar-se?
Nelson Oliveira – o português que está na fase descendente da carreira e estando mais como capitão de equipa, não perdeu a qualidade de contra-relogista. Numa Movistar sem vitórias e sem um líder, o experiente luso vai dar tudo, como sempre o faz.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Thymen Arensman e Fred Wright.