Antevisão da Volta a la Comunitat Valenciana

Inicialmente prevista para Fevereiro, a comunidade de Valência vai, finalmente, receber o pelotão internacional mas a sua Volta. Com um pelotão bastante bem composto, esperam-se 5 dias de bom ciclismo.

 

Percurso

Etapa 1

Elche acolhe a partida da Volta a la Comunitat Valenciana e, 168,5 quilómetros depois, a primeira etapa termina em Ondara. Dia ondulante, com cerca de 2500 metros, numa clássica etapa espanhola, mas que se deve decidir ao sprint.



Etapa 2

Alicante será o palco para a segunda etapa. Numa etapa mais fácil que a do dia anterior, os homens rápidos que falharem ao primeiro dia têm uma oportunidade para se redimir. De destacar um pequeno topo a apenas 3 quilómetros do fim mas que não deve afetar a chegada ao sprint.

 

Etapa 3

A classificação geral começa a decidir-se na 3ª etapa, dia da única chegada em alto da competição valenciana. Tirada relativamente fácil, com a subida a Otonel (3100 metros a 6,8%) a servir para aquecer os motores dos grandes candidatos, situando-se a 25 quilómetros da chegada.

 

A 15 quilómetros do fim ainda surge uma colina de 2400 metros a 5% no entanto tudo se deve decidir na subida para Alto de la Reina (7,4 kms a 5%). Esta é uma subida bastante regular, com os 3 primeiros quilómetros a quase 6%. A subida aligeira um pouco antes dos derradeiros 700 metros a 7,7%.

 

Etapa 4

Os ajustes finais da classificação geral serão feitos num curto contra-relógio de 14 quilómetros entre Xilxes e Platja Almenara. Percurso praticamente plano, com longas retas e ideal para os especialistas.



 

Etapa 5

A capital da região autónoma espanhola recebe o final da competição. Valência será palco da derradeira tirada, com apenas 91,5 quilómetros, onde uma nova chegada ao sprint está garantida. O final é bastante técnico e tem apresentado chegadas bastante surpreendentes e emotivas.

 

Tácticas

A Volta à Comunidade Valenciana perdeu muito com esta mudança para Abril em termos de qualidade da lista de participantes. O percurso também mudou e na teoria existe a possibilidade de haver 3 sprints em pelotão compacto. Graças a isso estão aqui alguns homens rápidos bastante conceituados e a luta pela geral parece bastante aberta, entre um contra-relógio plano e relativamente curto e uma etapa dura sem verdadeira alta montanha. A desistência de algumas equipas do World Tour à última hora leva a que as atenções se foquem muito mais na Movistar.

 

Favoritos

Tendo em conta a escassez de vitórias da Movistar, o estatuto de Enric Mas e esta lista de participantes, o espanhol tem obrigação de ganhar esta corrida. A formação do país vizinho tem uma boa equipa para controlar a corrida e para no dia com mais montanha eliminar todos os que conseguiram ganhar vantagem no contra-relógio, para Enric Mas finalizar da melhor maneira na chegada em alto.



O francês Elie Gesbert está em excelente forma e gosta muito do final da 3ª etapa. Recentemente foi 5º no G.P. Miguel Indurain e andou bem na Volta a Catalunha, no entanto o contra-relógio será um problema para o gaulês da Arkea-Samsic.

 

Outsiders

Esta competição é muito importante para a Caja Rural e a equipa Pro Continental vem com um alinhamento condizente. Jonathan Lastra é dos ciclistas da equipa mais em forma e teoricamente até se poderá conseguir defender no contra-relógio. Está a andar bem desde a Settimana Coppi e Bartali.

Remy Rochas é uma aposta da Cofidis para 2021, depois do excelente 2020 com a Delko Provence. Mostrou capacidade física na 1ª etapa da Volta a Catalunha onde foi 3º e aqui está sem a obrigação de trabalhar para G.Martin e Jesus Herrada. Perderá sempre algum tempo no contra-relógio para alguns rivais.



Em condições normais Steff Cras seria um dos ciclistas a ter em conta. O jovem belga de 25 anos tem sido assolado por lesões, conseguindo um ou outro resultado de destaque. Não é nada mau no esforço individual e é explosivo o suficiente para a 3ª etapa, resta saber se a condição física está lá (Nota, Cras foi retirada à última hora da start list).

 

Possíveis surpresas

Será muito curioso ver quanto tempo os contra-relogistas vão perder na 3ª etapa e se a vão fazer a fundo. Se ciclistas como Nelson Oliveira ou Stefan Kung ainda estiverem relativamente perto podem ameaçar a vitória final na 4ª etapa. Estamos muito curiosos para ver a prestação de Alejandro Osorio e Jefferson Cepeda na Caja Rural, ambos parecem ter um futuro muito risonho pela frente, resta saber se vão dar cartas também no presente. Na Lotto Soudal tanto Matthew Holmes como o jovem Filippo Conca podem tentar alguma coisas, o top 5 já seria muito bom. José Herrada tem aqui sérias hipóteses de top 5, defende-se muito bem no contra-relógio e não sobe mal. Tanto Daniel Navarro como Angel Madrazo sairão muito prejudicados pelo contra-relógio e o mesmo se aplica ao sempre inconsistente Jonathan Hivert. Na Rally Cycling quase nunca sabemos quem é o líder, mas o que terá mais hipóteses é Nathan Brown.



 

Super-Jokers

Os nossos Super-Jokers são: Thibault Guernalec e Luis Angel Mate

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