Joaquim Silva a grande aposta da Miranda-Mortágua para consolidar o projecto em 2020

Depois de muitos anos como equipa de formação do escalão sub-23 a estrutura da Miranda-Mortágua decidiu em 2018 passar para o escalão Continental. Uma alteração no regulamento da Federação Portuguesa de Ciclismo permitiu a este projecto passar para o próximo nível e participar na Volta ao Algarve e na Volta a Portugal, as 2 principais montras do nosso ciclismo.



Por isso mesmo em 2018 houve uma Miranda-Mortágua muito jovem na estrada, tendo como base uma geração sub-23 com muita capacidade. Hugo Nunes saiu para a Rádio Popular- Boavista, Francisco Campos e Jorge Magalhães para a W52/FC Porto, Gonçalo Carvalho para o estrangeiro. Com António Barbio e Nuno Meireles também de saída a equipa decidiu apostar em Hugo Sancho e Daniel Freitas para chefiar as tropas, com uma segunda linha formada por Gaspar Gonçalves e alguns ciclistas espanhóis a terminar a sua fase de sub-23.

Comparando a 2018 os resultados foram excelentes, Hugo Sancho quase ganhava na Volta a Portugal e acabou em 11º à geral, Daniel Freitas fez 9 top-10 ao longo do ano, vencendo o Circuito Póvoa da Galega. Para 2020 o grande reforço da equipa será Joaquim Silva, ciclista de 27 anos que já passou pela Caja Rural e que representou a W52/FC Porto em 2019. Joaquim Silva foi campeão nacional sub-23 em 2014, tendo feito 8º na Volta a França do Futuro nesse ano e 16º nos Mundiais.



Em 2015 passou para a W52/FC Porto, onde esteve até 2017. Algumas actuações relevantes em provas espanholas como a Vuelta a Castilla y Leon e a Vuelta as Asturias chamaram a atenção da Caja Rural. Apesar de ter feito top 10 na Vuelta as Asturias e no G.P. Beiras foi dispensado no final de 2018 regressando à W52/FC Porto, fechando em 10º na Volta ao Luxemburgo e ainda foi 7º no Tour of Qinghai Lake. É um ciclista muito talentoso quando o terreno empina, tendo no contra-relógio a sua maior lacuna. Na W52/FC Porto nunca teve muitas oportunidades, especialmente nas maiores competições nacionais e é isso que procura e terá na Miranda-Mortágua. Trata-se de um regresso, já que Joaquim Silva esteve entre 2011 e 2014 na estrutura liderada por Pedro Silva.

Joaquim Silva terá a companhia de Angel Rebollido, seu companheiro de equipa na W52/FC Porto, um ciclista espanhol de 26 anos, vencedor do Memorial Bruno Neves em 2016 e de 1 etapa no G.P. Abimota em 2017, teve essencialmente funções de gregário nas últimas temporadas, um bom rolador que apoia bem os seus líderes. Ambos o reforços foram confirmados pelo Director-Desportivo da equipa Pedro Silva ao Jornal do Centro, reiterando também a manutenção de Daniel Freitas na equipa, um líder nas chegadas em pelotão compacto.



Nessas declarações Pedro Silva revelou que só 30 a 40% do plantel será mudado. Pelo que conseguimos apurar outra das contratações para a temporada de 2020 será João Barbosa, jovem trepador de 21 anos que em 2019 alinhou pela Vito-Feirense-PNB. 5º na Volta a Portugal do Futuro em 2018, 8º nessa mesma prova em 2019. Foi também 14º no G.P. Abimota e 21º no G.P.J.N, 2 resultados que podem passar mais despercebidos, mas que têm valor. Um dos ciclistas que estará de saída é Tiago Leal, recente 3º classificado na Volta a Portugal do Futuro.

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