Jumbo-Visma para 2021: A insistência no sonho do Tour e a oportunidade de Kuss

Em 2020 quase tudo correu bem à Jumbo-Visma, tudo começou com um anúncio bastante cedo da equipa para o Tour, e realmente esse alinhamento foi praticamente todo e não fosse uma exibição estratosférica de Tadej Pogacar no penúltimo dia, as “abelhas” teriam ganho a Grand Boucle. Antes já Wout van Aert tinha ganho várias corridas e na última corrida da temporada Primoz Roglic vingou-se da derrota no Tour, vencendo a Vuelta.




Para 2021 a formação holandesa está a adoptar a mesma estratégia e anunciou hoje os ciclistas que prevê que façam o Giro e o Tour. Tal como na época anterior a aposta é total na Volta a França, com um bloco de montanha composto por Primoz Roglic, Steven Kruijswijk, Tom Dumoulin e Sepp Kuss, acompanhados por Wout van Aert, Robert Gesink, Tony Martin e Mike Teunissen. Na prática esta é a mesma equipa de 2020, apenas com Mike Teunissen a substituir Amund Jansen e Steven Kruijswijk no lugar de George Bennett, sendo que Kruijswijk falhou o Tour em 2020 por lesão.

No Giro a Jumbo-Visma prevê alinhar com George Bennett (líder da geral), Tobias Foss (líder secundário/alternativo), Edoardo Affini, Jos van Emden, Chris Harper, Paul Martens, Koen Bouwman e David Dekker (grande promessa do sprint). Será mais uma oportunidade do neozelandês liderou uma excelente equipa numa Grande Volta, ele que já tem no currículo 2 top 10. Não cremos que Bennett seja capaz de mais do que já alcançou, principalmente vendo a concorrência que terá.




Primoz Roglic tem na agenda bastantes provas, começando pelo Paris-Nice e pela Volta ao País Basco, depois fará as clássicas das Ardenas, e passará imediatamente para o Tour. Posteriormente irá atacar mais clássicas (Jogos Olímpicos, clássicas canadianas e clássicas italianas).

Wout van Aert irá começar logo na Strade Bianche e fará o Tirreno-Adriatico como forma de preparar a tentativa de revalidação do título na Milano-SanRemo. Seguem-se as clássicas do empedrado (E3, Gent-Wevelgem, Flandres e Roubaix), e ao contrário de Roglic fará o Dauphine antes do Tour. Tentará ajudar a Bélgica nos Jogos Olímpicos e tem também os Mundiais como objectivo, aquecendo os motores para essa prova no Tour of Britain, uma corrida com um traçado perfeito para ele.




Steven Kruijswijk continua a ter bastante espaço dentro da equipa holandesa, irá liderar as tropas na Volta a Valenciana, na Volta a Catalunha e no Tour de Romandie e possivelmente no Dauphine, ajudando Primoz Roglic no Paris-Nice e no Tour, onde funcionará como líder secundário e ciclista protegido. Tem no seu programa a Vuelta, e depois ainda estará ao lado do seu líder esloveno no Giro dell’Emilia e no Giro di Lombardia. O holandês estará na Vuelta ao lado de Sepp Kuss e ao que tudo indica o norte-americano terá uma oportunidade para se focar na classificação geral também, algo que seria excelente de ver por parte de um dos grandes gregários de 2020.

Relativamente a Dylan Groenewegen, o sprinter está suspenso até Maio de 2021 devido ao acidente na Volta a Polónia que também envolveu, e deixou em mau estado, Fabio Jakobsen. Este será um ano de regresso paulatino à competição, primeiro com 7 corridas que não fazem parte do World Tour (Volta a Hungria, Volta a Noruega, Clássica de Colónia, ZLM Tour, Nacionais, Tour de Wallonie e Volta a Dinamarca), antes de correr na clássica de Hamburgo e no BinckBank Tour. Terminará o ano com a Gooikse Pijl, o Munsterland Giro e o Tour of Guangxi.

 

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