Uma temporada histórica que a equipa vai procurar repetir em 2026. Foram quase 100 vitórias, 3 Monumentos, pódio nas 3 Grandes Voltas e globalmente uma das épocas mais dominadores da história do ciclismo.

 

Os dados

Vitórias: 97 triunfos, a partir de meio da época notou-se que a equipa estava com esse objectivo, de bater o recorde e chegar às 100 vitórias.

Ciclista mais vitorioso: Já é algo normal, mas Tadej Pogacar chegou às 20 vitórias, com Isaac del Toro muito perto.

Dias de competição da equipa: 296 dias, aproveitaram muito bem o extenso plantel e a equipa de desenvolvimento, na segunda metade da época notou-se que correram mais do que o habitual para tentar atingir a centena de triunfos.

Idade média do plantel: 28,2 anos, uma média dentro da normalidade entre as equipas WT, têm alguns veteranos, mas também 6 corredores com menos de 24 anos.

Mais kms: Julius Johansen foi uma contratação algo inusitada no defeso, mas o que é certo é que fez quase 14 000 kms de corridas.

Melhor vitória: Há tantas por onde escolher, podia ser os Europeus, os Mundiais, mas pela concorrência escolho o Tour des Flandres ganho por Tadej Pogacar perante a nata das clássicas, Wout van Aert, Mathieu van der Poel e Mads Pedersen.



O mais

A temporada de Tadej Pogacar foi tão boa que é mais fácil dizer as vezes que ele foi derrotado do que ganhou, de tantos triunfos que conseguiu. Só foi batido por Mathieu van der Poel na Milano-SanRemo e Paris-Roubaix, por Skjelmose numa Amstel bastante estranha, por Wout van Aert na última etapa do Tour e em circunstâncias mais favoráveis ao belga e de resto foram chegadas em ligeiros topos ou contra-relógios, onde Remco Evenepoel é mais forte. De resto ganhou o Tour, foi campeão Mundial e Europeu, ganhou 3 dos 5 Monumentos, não se pode exigir mais.

Isaac del Toro foi das grandes confirmações de 2025, o mexicano demorou a carburar, mas depois esteve perto de levar o Giro de vencida após andar vários dias de rosa. A partir daí foi quase imparável e com grande contributo das clássicas italianas e dos Nacionais chegou aos 18 triunfos. João Almeida teve a melhor época da sua carreira, para além do 2º lugar na Vuelta venceu diversas provas por etapas, Volta ao País Basco, Volta a Romandia, Volta a Suíça, para além de mais alguns pódios.

Brandon McNulty, Pavel Sivakov e Tim Wellens mostraram-se fundamentais nesta dinâmica de super-equipa, Jan Christen por vezes não demonstrou grande companheiro, mas denotou capacidade física melhorada, Felix Grossschartner e Jhonatan Narvaez foram boas surpresas por tudo o que contribuíram para esta época de sucesso, António Morgado e Igor Arrieta continuaram o seu caminho de ascensão nos rankings.

 

O menos

Não há grande coisa a apontar, somente a falta de atitude de companheiro de equipa de Juan Ayuso. O espanhol até venceu etapas no Giro e na Vuelta, a questão é que ia a pensar na geral e depois ficou fora dessa luta, focou-se na luta por etapas, poupando forças em dias cruciais para a geral e para Isaac del Toro e João Almeida respectivamente. A sua atitude foi inclusivamente questionada internamente em várias alturas, portanto a sua saída é encarada com relativa normalidade. De resto esperava mais algum protagonismo, nem que fosse no trabalho para os líderes, de Rune Herregodts.



O mercado

Entradas Saídas
Ciclista Equipa de origem Ciclista Equipa de destino
Benoit Cosnefroy Decathlon AG2R La Mondiale Team Rafal Majka Reforma
Kevin Vermaerke Team Picnic PostNL Juan Ayuso Lidl – Trek
Adrià Pericas UAE Team Emirates Gen Z Alessandro Covi Team Jayco AlUla

Em equipa que ganha não se mexe já se diz no futebol e a UAE Team Emirates obviamente que pensou, depois da melhor temporada de sempre, não há razão para grandes mudanças. A saída de Juan Ayuso não fará muita mossa porque existe opções internamente para suprir esta falta, Adrià Pericas é um talento em ascensão, Kevin Vermaerke surge para substituir Alessandro Covi e Benoit Cosnefroy é uma contratação algo estranha no sentido em que perde independência nas clássicas, veremos em que teremos poderá ser útil porque é um corredor algo irregular.




O que esperar em 2026?

Espero um nível de domínio semelhante face a 2025 até porque os corredores são os mesmos e não há grande sinal de declínio por parte deles. Creio que Tadej Pogacar está focado e fixado em ganhar os 2 Monumentos que lhe faltam no currículo e que no ano passado escaparam por pouco, o Paris-Roubaix e a Milano-SanRemo, já ensaiou opções e como fazer isso, agora falta afinar os detalhes e concretizar. Vai novamente com um bloco fortíssimo ao Tour e desta vez com a ajuda de Isaac del Toro, um corredor que esteve muito próximo de ganhar o Giro em 2025. João Almeida tem contas a ajustar com a Volta a Itália e vai tentar resolver isso, depois para a Vuelta veremos quem estará disponível, possivelmente irá João Almeida e Isaac del Toro.

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