Melhores equipas do ano – 23º

A formação comandada pelo mítico Jean-René Bernaudeau voltou a ser uma das melhores do seu escalão. Sem ser World Tour, conseguiu estar presente em muitas das provas do escalão máximo, onde se destacou em diversas provas. O próximo ano marcará um novo capítulo, com a chegada de uma das grandes figuras do ciclismo da última década.

 

Os dados

Vitórias: 6 ao todo, e tal como a formação de ontem, várias no Tour do Rwanda. Nenhuma foi acima do escalão 2.1.

Pódios: 27 pódios ao todo, o que revela o porquê da equipa estar tão elevada no ranking, a regularidade foi fundamental para tal desfecho.



Dias de competição da equipa: 185 dias de corrida, com um plantel bastante longo a equipa francesa conseguiu dividir-se em muitas frentes em simultâneo.

Idade média do plantel: 29,3 anos, uma média bastante elevada, demonstrando bastante veterania no plantel.

Mais kms: Julien Simon fez 12 041 kms, num total de 78 dias de competição.

Melhor vitória: Pierre Latour na última etapa da Vuelta as Asturias, na chegada ao Alto del Naranco.

 

O mais

O final de 2020 já prometeu, no entanto, em 2021, Anthony Turgis saltou para a ribalta. O ciclista francês tornou-se um classicómano muito mais regular, conseguindo ombrear com os grandes nomes da modalidade. Foi 2º na Kuurne-Bruxells-Kuurne, 8º no Tour de Flandres e na Dwars door Vlaandere, 9º na Gent-Wevelgem, 10º na Milano-Sanremo e conseguiu 3 top-10 no Tour. Regularidade impressionante aos 27 anos.

Pierre Latour nunca aprimorou pela regularidade, sempre foi um ciclista inconstante mas em vários momentos da época conseguiu aparecer, vencendo nas Asturias (3º na geral), 5º na Volta ao Luxemburgo e 11º na Volta a Suíça. Cristian Rodriguez apareceu entre maio e junho, ganhando o Tour do Rwanda e sendo 4º na Route d’Occitanie.



Niccolo Bonifazio também não é sinónimo de regularidade, de vez em quando saca coelhos da cartola e consegue estar na luta pelos sprints. Peca pelo posicionamento, mas ainda conseguiu 12 top-10. Por fim, destaque para Mathieu Burgaudeau, pela excelente ponta final de época.

 

O menos

Edvald Boasson Hagen foi uma das contratações sonantes da TotalEnergies no entanto não passou disso. O norueguês está cada vez mais apagado e, aos 34 anos, conseguiu só 3 top-10, muito pouco para aquilo que já demonstrou. Niki Terpstra voltou a ser uma sombra dele próprio, é certo que as lesões voltaram a não ajudar mas pede-se mais ao veterano neerlandês.

Chris Lawless chegou da INEOS Grenadiers com grandes expectativas mas o sprinter britânico não conseguiu aparecer, ele que até tem um calendário interessante para as suas características na formação gaulesa. Claro que de nomes como Alexandre Geniez e Alexis Vuillermoz se espera sempre mais mas já têm andado “desaparecidos” noutras temporadas.

 

O mercado

Ano de mudança na TotalEnergis. Romain Sicard, Jerome Cousin e Marlon Gaillard retiram-se, sendo que Florian Maitre, Leonardo Bonifazio, Damien Gaudin e Adrien Petit seguem outros destinos. O espaço deixado em aberto tinha um só propósito, construir um forte bloco em torno de uma super-estrela.



Falamos de Peter Sagan, tri-campeão do Mundo que ingressa num novo desafio na sua carreira e traz consigo o seu bloco de confiança e a sua marca de bicicletas, a Specialized. Para além do seu irmão Juraj, também Daniel Oss e Maciej Bodnar assinaram pela formação francesa. Sandy Dujardin foi a última contratação conhecida, um ciclista de 24 anos.

 

O que esperar de 2022?

Será capaz Peter Sagan de voltar ao seu grande nível? Não é uma questão fácil de responder, no entanto os responsáveis da TotalEnergies esperam isso algo que não será uma tarefa assim tão linear já que o eslovaco não parece ter a mesma capacidade. O bloco montado em seu torno é forte (Oss, Bodnar, Turgis, Terpstra e Hagen são em teoria excelentes gregários), veremos se na estrada demonstrarão o mesmo. A chegada de Sagan vai trazer outra visibilidade à equipa francesa e será inevitável o convite para a maioria das provas World Tour.

Em relação aos restantes ciclistas, Pierre Latour e Cristian Rodriguez terão alguma liberdade para procurar resultados nas provas por etapas, principalmente as de uma semana. Niccolo Bonifazio será, agora, o 2º sprinter da equipa, talvez com isso fique com menos pressão e renda melhor. Muita atenção à evolução de Mathieu Burgaudeau.



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