Melhores equipas do ano – 25º

A equipa belga, a Bingoal-Wallonie Bruxelles, teve como protagonistas principais os reforços para 2021, com o impacto a ter efeito imediato. A equipa está a enfrentar uma fase de transição, de veterania para juventude, com este ano a ter na estrada a sua equipa mais jovem de sempre.



Os dados

Vitórias: Apenas três, representando uma melhoria face à temporada de 2020

Pódios: 21 pódios, com o mês de agosto a ser o mais forte

Dias de competição da equipa: Um total de 164 dias de competição, com a a grande maioria a serem corridos na Bélgica e em solo francês. Curiosamente, este foi o ano em que a equipa mais competiu em Portugal, ao marcar presença em 3 corridas diferentes.

Idade média do plantel: 26,1 anos. Esta é a média mais baixa de sempre desde a criação da equipa.

Mais kms: Milan Menten, com 10 776 km percorridos.

Melhor vitória: O triunfo de Ludovic Robeet na Danilith Nokere Koerse, clássiga belga da categoria Pro, após ter descartado Damien Gaudin e seguido a solo durante os dois quilómetros finais.



O mais

Um dos mais experientes da equipa, Timothy Dupont, continua a dar cartas, principalmente nas clássicas belgas. Conseguiu o seu único triunfo da temporada, logo ao segundo dia de competição, na Etoile de Bessèges, e amealhou 18 top dez ao longo da época. Continua a ter muita importância no seio da equipa sendo um nome sempre relevante para ganhar pontos nas provas de categoria Pro e abaixo.

Milan Menten conseguiu a sua primeira vitória como profissional, no Tour da Croácia, e ainda alcançou o top dez por vinte ocasiões, sendo o mais bem-sucedido da equipa neste campo. Foi por diversas vezes a aposta principal da equipa para os desfechos das etapas e foi uma boa surpresa, pois revelou-se capaz em grande parte delas. Stanislaw Aniolkowski, o campeão polaco de estrada, conseguiu vários top dez e foi um dos que juntou mais pontos ao longo da época. Esteve especialmente bem na Volta à Turquia. Nas clássicas, o ciclista natural de Varsóvia, obteve um 6.º posto na Bredene Koksijde Classic, um 10.º lugar na clássica Brugge- De Panne, 4.º lugar no circuito da Valónia e um 10.º lugar no Kampioenschap van Vlaanderen. Caso para dizer que a equipa reforçou-se bem para 2021.

O menos

Não existem grandes desilusões, talvez, o nome de quem se esperava mais fosse Jelle Vanendert. O belga de 36 anos teve muito aquém ao longo de toda a época, tendo como melhor resultado um 13.º lugar. Teve 31 dias de corrida, com 7 desistências pelo meio, o que acabou por ajudar ao desfecho negativo. Sabemos que está em fase descendente da carreira, mas esperava-se mais, ainda por cima sendo a sua última temporada como corredor profissional.

 



O mercado

Vários foram os ciclistas a abandonar a modalidade, casos de: Jelle Vanendert, Sean de Bie, Boris Vallée e Jonas Castrique. Laurens Huys irá sair também, rumando ao projeto da Intermarché-Wanty-Gobert.

Quanto a entradas, confirmadas estão as entradas dos jovens da equipa de desenvolvimento: Johan Meens e Louis Blouwe. Juntam-se aos dois estagiários da equipa, Ceriel Desal e Dorian De Maeght, que treinam na equipa desde agosto. A aposta na juventude intensifica-se na formação belga.

O estónio de 24 anos, Karl Patrick Lauk, chega vindo da Team Pro Immo Nicolas Roux (equipa francesa), com passagem pela equipa continental da FDJ, em 2019. Conseguiu 10 triunfos em provas secundárias, com destaque para a conquista da geral e da primeira etapa da Volta à Estónia, prova que já venceu por duas vezes. O reforço com mais provas dadas é o italiano Marco Tizza, vindo da Amore & Vita-Prodir. Até esteve bem em dois dias de competição, duas clássicas suiças, em junho, mas, de resto, foi uma temporada fraquinha. O seu ponto forte são as clássicas italianas, tem uma boa ponta final e gosta de finais durinhos. Os seus únicos dois triunfos foram conquistados em 2019, numa etapa com chegada de primeira categoria no Sibiu Cycling Tour, e na etapa cinco da Volta a Portugal, com uma chegada dura à Guarda, portanto, está longe de ser um puro sprinter.

O que esperar de 2022?

A equipa vai continuar a ser combativa, à caça de etapas e a tentar surpreender a restante concorrência. Caso continuem dentro do projeto, Dupont e Aniolkowski terão um papel preponderante na conquista de resultados. Milan Melten, Ludovic Robeet e Rémy Mertz também são capazes de fazer das suas e conquistar um grande resultado num dia “sim”. A aposta na juventude é grande, certamente, que as expectativas não podem ser muito elevadas para 2022. Os jovens terão espaço para procurar o seu desenvolvimento e de amadurecer.

A equipa irá fazer estágio em dezembro, em Espanha, com o intuito de melhorar a resistência dos corredores. A segunda fase de treinos de intensidade está marcada para janeiro.

 



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