Vuelta 2022: Roglic confirmado, super apoio a Remco e a armada forte da Ineos-Grenadiers

Está à porta a última Grande Volta do ano, com um alinhamento que promete muito espectáculo, entre ciclistas que têm aqui o grande objectivo do ano e corredores que tentam aqui a sua sorte após azares, lesões ou objectivos falhados. A Vuelta arranca já no próximo dia 19 de Agosto em Utrecht, na Holanda, e como sempre iremos nos próximos dias analisar o percurso e as equipas, hoje é notícia alguns alinhamentos em particular.



Vencedor em 2019, 2020 e 2021, Primoz Roglic conseguiu recuperar a tempo (pelo menos a tempo de participar) para tentar a defesa do título. O esloveno caiu no Tour, saiu de prova mais cedo e teve de ver do sofá o seu colega Jonas VIngegaard vergar Tadej Pogacar. Entretanto descobriu-se que tinha um problema numa vértebra, que foi corrigido e permitiu estar em Utrecht dia 19. A equipa da Jumbo-Visma não tem tantos nomes sonantes, mas é na mesma fortíssima, com Sepp Kuss, Chris Harper, Robert Gesink, Sam Oomen e Rohan Dennis como possíveis ajudas na montanha, enquanto Mike Teunissen e Edoardo Affini vão tentar proteger Roglic no terreno plano.

A Quick-Step Alpha Vinyl decidiu colocar a carne toda no assador para apoiar Remco Evenepoel nesta que é a sua primeira séria tentativa para a classificação geral de uma Grande Volta, numa altura em que a moral está em alta e as expectativas também, recordando a exibição do belga na Clássica San Sebastian. Esta é a melhor equipa que nos lembramos da Quick-Step para uma Grande Volta se virmos só o prisma da classificação geral. Junto a Evenepoel estarão Julian Alaphilippe (ainda parece longe do seu melhor, mas terá tempo para melhorar), Ilan van Wilder, Dries Devenyns, Pieter Serry, Louis Vervaeke, Remi Cavagna e Fausto Masnada.




Já a Ineos-Grenadiers aposta numa liderança mais do que tripartida, um elenco repleto de nomes sonantes e sem um líder claro, muito à imagem do que a Bora-Hansgrohe tem feito em 2022. Richard Carapaz é sempre um perigo em Grandes Voltas, o equatoriano quer vingar-se do que aconteceu no Giro, onde andou tanto tempo de rosa e perdeu a corrida na última etapa de montanha. Pavel Sivakov tem estado a muito bom nível e se não tiver problemas é um sério candidato ao pódio, Tao Hart continua sem mostrar o nível do Giro 2020 e muito apagado na alta montanha, enquanto Carlos Rodriguez é uma enorme promessa e pode surpreender aqui muita gente. Completam os escolhidos os jovens Luke Plapp, Ethan Hayter e Ben Turner e o experiente Dylan van Baarle.

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