O Giro d’Itália despede-se da Bulgária com mais uma provável etapa para os sprinters a não ser que a subida a meio do dia faça estragos. Teremos Paul Magnier a repetir triunfo?
Percurso
O último dia do Giro 2026 na Bulgária parte de Plovdiv, uma etapa marcada por uma subida a meio da etapa. Apesar do Borovec Pass ter, oficialmente, 9,2 kms a 5,3%, os ciclistas já vêm a subir, de uma forma mais suave uns 30 kms antes, ao estilo falso plano. No alto da subida restam 72 kms, já sem dificuldades, e que serão feitos de forma muito rápida pois o terreno torna-se um falso plano em ligeira descida. O final em Sofia é muito simples de explicar, com os últimos 8 kms são quase numa linha reta contínua, o que vai fazer com que a chegada seja disputada a alta velocidade.
Táticas
Fosse esta etapa mais à frente na Volta a Itália, até poderíamos dizer que a fuga teria a sua hipótese, principalmente devido à subida colocada a meio. No entanto, ainda no início da prova, e com a próxima oportunidade a vir apenas na 6ª etapa, os sprinters não vão desperdiçar e vão colocar as suas equipas ao trabalho.
Em Borovec Pass, algumas equipas podem endurecer a corrida ao máximo para deixar alguns homens rápidos para trás, o que até pode vir a ser possível, mas depois ainda faltam muitos quilómetros para a chegada, pelo que terá de existir uma aliança entre várias equipas para que este cenário resulte. Em nossa opinião, a maioria dos sprinters vai passar e teremos um grande grupo a discutir a vitória em Sofia.
Favoritos
Tobias Lund Andresen – esteve muito perto no 1º dia, não nos surpreendeu a sua excelente ponta final. Amanhã o dia será mais duro e já com alguma competição nas pernas ainda melhor será para si. Ter Tord Gudmestad a seu lado será essencial para estar bem colocado e lançar o sprint na altura certa.
Jonathan Milan – falhou na primeira oportunidade, o seu comboio esteve longe de ser perfeito, algo que não esperávamos. A Lidl-Trek não é equipa de falhar duas vezes consecutivas, amanhã estará mais coesa e pronta para corrigir os erros. O final mais simples irá ajudar, a pressão está toda do lado de Milan vai conseguir a vitória que tanto procura.
Outsiders
Paul Magnier – fabulosa vitória na etapa inaugural! Sempre muito bem colocado e alicerçado numa Soudal Quick-Step perfeita, o francês sprintou para o triunfo com autoridade. Todos sabemos a sua qualidade, andava era a bater na trave, sempre com alguns percalços nas fases decisivas. A vitória pode soltá-lo para uma grande corrida.
Ethan Vernon – conforme referimos e como se viu, a NSN tem um dos melhores comboios da prova e o britânico foi deixado na posição certa. Acreditamos num cenário semelhante para amanhã, mas também sabemos que para Vernon vencer é preciso ser tudo perfeito. Dion Smith e Jake Stewart foram ao chão hoje, podem ser más notícias.
Matteo Malucelli – cair na primeira etapa nunca é bom, mas o italiano pareceu mal ter grandes consequências. Com apoio mais limitado, este é o tipo de sprint que Malucelli gosta, longa reta e mais confuso, quem sabe não consegue surpreender.
Possíveis surpresas
Dylan Groenewegen – uma queda no 1º dia nunca são boas notícias, no entanto parece ter passado sem grandes consequências. Vai sofrer na subida, mas depois sabe que tem muito terreno para recuperar e tem de confiar nos seus lançadores, como tem feito ao longo da época.
Kaden Groves – mais um ciclista que caiu no 1º dia e que deve gostar desta etapa. Quanto mais duro for o terreno, melhor para o australiano, se estiver recuperado e tiver o descanso essencial o pódio é possível.
Madis Mihkels – top 5 a abrir, numa etapa relativamente acessível. Amanhã será uma etapa melhor para o irregular estónio, veremos é se está num dia em que tudo corre bem, é aí que pode surpreender.
Ben Turner – esta já é uma etapa mais ao jeito do britânico, com uma subida capaz de endurecer o dia. Não terá muito apoio, mas se contar com Filippo Ganna para o ajudar nos quilómetros finais, estará mais perto de um bom resultado.
Pascal Ackermann – um top 10 na estreia é pouco para o que já conseguiu mas positivo para aumentar a sua confiança. É daqueles ciclistas que pode surpreender quando menos se espera.
Casper van Uden – por falar em surpresas, o jovem neerlandês tem cabe nesta categoria. A 1ª etapa mostrou que tem receio nos finais mais caóticos mas numa chegada com uma longa linha reta estará mais favorecido, é mais provável estar bem colocado.
Já na primeira etapa colocamos Paul Penhoet, Orluis Aular e Giovanni Lonardi na mesma categoria, ciclistas com capacidade para terminar no top-10 devido à boa capacidade de posicionamento. Voltamos a repetir o mesmo, sendo que a isto juntamos o facto de existir uma subida, são corredores que sobem relativamente bem. A estes juntamos o nome de Luca Mozzato, a Tudor tem um bom comboio.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Enrico Zanoncello e