Mais um dia do pelotão do Giro na Bulgária, uma segunda etapa já com alguma dureza mas que viu a Polti VisitMalta voltar a ser protagonista na fuga, colocando Mirco Maestri e Diego Pablo Sevilla. Sevilla era líder da montanha e mais líder ficou, ao passar na frente as duas primeiras contagens de montanha do dia, com o pelotão controlado por NSN e Visma|Lease a Bike a manter este duo a cerca de 5 minutos.



A 27 kms do fim, com a parte mais sinuosa da etapa a chegar, Maestri e Sevilla eram apanhados e iniciava-se uma nova corrida, com mais nervosismo e toques, o que levou a uma grande queda a 22 kms do fim. Cerca de 20 ciclistas foram ao chão, entre os quais Corbin Strong, Andrea Vendrame, António Morgado, Derek Gee, Santiago Buitrago, Adam Yates, Wilco Kelderman e Remi Cavagna, e com tudo isto a corrida viria a ser neutralizada durante 4 kms, mesmo antes do Km Red Bull onde Egan Bernal bonificou 6 segundos.

Logo de seguida estava a subida, a XDS Astana entrou a todo o gás, com Christian Scaroni a esboçar um ataque, que alongou muito o grupo, fazendo vítimas como António Morgado e Derek Gee. A Visma apareceu para colocar calma no grupo, com Davide Piganzoli a continuar a impor um ritmo muito alto, não permitindo qualquer ataque. Este trabalho levou ao ataque de Jonas Vingegaard a 700 metros do alto, com Jan Christen a responder diretamente, só que o dinamarquês voltou a acelerar e apenas Giulio Pellizzari e Lennert van Eetvelt o conseguiram seguir.



Este trio demorou um pouco a entender-se, mas quando o fez chegou a ter 20 segundos de vantagem mas na subida final houve muita hesitação e, a 600 metros, a junção estava feita. Mini comboio da XDS Astana, Scaroni a lançar Thomas Silva que, lado a lado com Florian Stork e Giulio Ciccone, conseguiu superar a concorrência e fazer história! Vitória mais importante da sua carreira e história para o Uruguai que também vê Silva ser o novo maglia rosa do Giro.

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