Antevisão da Amstel Gold Race

Venha a semana das Ardenas! A abrir o pelotão desloca-se até à Holanda, para o regresso de uma competição que não se disputou em 2020 e que foi forçada a fazer alterações no seu percurso. A lista de candidatos é de luxo, quem sairá a sorrir?

 

Percurso

Devido às restrições pandémicas impostas pelos País Baixos, a Amstel Gold Race deste ano será diferente. Para não ser cancelada novamente, a organização decidiu fazer a prova em circuito de 16,5 kms, circuito esse a ser percorrido por 12 vezes.



Resumindo o circuito, este será composto por 3 subidas, o Geulemerberg (1000 metros a 5,2%) logo ao quilómetro 2. A meio surge o Bemelerberg (800 metros a 5,1%) e a 2000 metros do fim surge o Cauberg (1500 metros a 5%).

Depois de 12 voltas, os ciclistas fazem uma variante do circuito já referido, passando apenas o Geulemerberg e o Bemelerberg, este que fica a 6 quilómetros do fim. O Cauberg desaparece mas surge um pequeno topo que, com os muitos metros de subida já ultrapassados, poderá ser decisivo.

Táticas

Esta “nova” Amstel Gold Race é uma incógnita para muitos. É verdade que não terá pela frente subidas longas e duras que no percurso antigo estariam na parte mais inicial e poderiam eliminar homens mais rápidos mas com 3000 metros de desnível acumulado positivo a tarefa destes não será nada fácil.



Os puncheurs sabem disso e com as subidas a estarem de forma muito seguida em cada volta, os ataques devem ser constantes, principalmente nas voltas finais. A Jumbo-Visma será a equipa a abater e será atacada por todos os lados pelos restantes rivais de forma a que Wout van Aert e Primoz Roglic fiquem isolados cedo.

 

Favoritos

Primoz Roglic esteve autoritário no País Basco, a forma como venceu foi bastante convincente, o que mostra que se preparou da melhor forma possível para a semana das Ardenas. Mesmo dizendo que os seus objetivos sejam as restantes clássicas, o esloveno é uma máquina de vencer, já tem várias clássicas no seu currículo e tanto pode vencer num grupo restrito, como de forma isolada. Vencer em casa será importante para a Jumbo-Visma.

Aos poucos, Marc Hirschi tem subido o seu nível a parece estar a caminhar para um pico de forma. Discreto na Catalunha e melhor no País Basco, só pode esperar mais do helvético que tem aqui uma semana muito importante. Um dos melhores puncheurs do Mundo quererá começar a justificar a contratação da UAE Team Emirates.

 

Outsiders

Estará Wout van Aert cansado? É uma questão pertinente e que fará sentido tendo em conta as últimas provas realizadas no entanto todos sabemos do monstro competitivo que é o belga, ainda para mais sabendo que esta é a sua última prova antes de um período de descanso. Esteve bem na quarta-feira, apenas falhou no sprint final, e amanhã terá uma equipa muito mais forte no seu apoio. Se chegar um grupo restrito, o belga deverá lá estar.



Quarta-feira foi um dia muito importante para a carreira de Thomas Pidcock. O fenómeno britânico esteve fabuloso durante toda a corrida, atacou várias vezes, nunca pareceu em dificuldades e, no sprint final, bateu Van Aert. Esta é a distância ideal para Pidcock continuar a surpreender.

Julian Alaphilippe tem aqui uma semana muito importante na sua temporada. É certo que as restantes clássicas lhe assentam melhor mas quererá marcar já uma posição amanhã. O campeão do Mundo não tem medo de atacar, se estiver com boas sensações é certo que o fará, e num grupo restrito é bastante rápido.

 

Possíveis surpresas

Matteo Trentin tem estado, por várias vezes, perto de uma grande vitória, algo que ainda não conseguiu. Está a passar muito bem as dificuldades, mas, pelo contrário, o seu sprint parece não ser o melhor. Depois de uma queda na quarta-feira, como estará Michael Matthews? O australiano abandonou por precaução mas parece pronto para uma clássica onde já esteve perto do triunfo por várias vezes. Alejandro Valverde tem aqui o calcanhar de Aquiles da semana das Ardenas. Soma triunfos atrás de triunfos nas restantes mas aqui nunca venceu, veremos se é em 2021, ele que está em grande forma mas sabe que para o conseguir terá que ser num grupo muito restrito e sem nomes principais. Maximilian Schachmann é sempre um perigo, um corredor muito combativo, bom contra-relogista e com uma boa ponta final.  Se se apanha sozinho poderá ser difícil apanharem-no. Michael Woods, David Gaudu, Dylan Teuns, Jakob Fuglsang e Michal Kwiatkowski são classicómanos muito fortes, têm hipóteses mas sabem que têm que chegar isolados para vencer. Atenção a Alex Aranburu e Jonas Vingegaard, dois nomes que saíram a voar do País Basco e vêm a andar muito no último mês. Não são as principais apostas da equipa mas, caso as circunstâncias o permitam o triunfo pode sorrir-lhes.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Mauri Vansevenant e Sergio Higuita.

 

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