Melhores equipas do ano – 22ª

Não é surpresa nenhuma ver a Circus-Wanty Gobert entre as melhores do escalão Profissional Continental, já assim o é há alguns anos e este ano não foi excepção. De 2019 para 2020 houve a perda de Guillaume Martin, mas um crescimento de opções válidas de pódio no plantel, e na próxima época o caminho é mesmo o World Tour, um percurso que já se vinha a adivinhar depois das últimas temporadas.



 

Os dados

Vitórias: 4 triunfos, todos eles no escalão .1

Pódios: 18 subidas ao pódio, a única no World Tour surgiu por intermédio de Andrea Pasqualon

Dias de competição da equipa: 113 dias de competição, houve equipas que competiram bem mais

Idade média do plantel: Uma equipa algo veterana, com uma média de 28,8 anos

Mais kms: Aimé de Gendt com 7647 kms superou Andrea Pasqualon por muito pouco

Melhor vitória: O excelente lançamento para o triunfo de Danny van Poppel na Gooikse Pijl

 

O mais

Pelo 4º ano consecutivo Andrea Pasqualon voltou a ser dos melhores da equipa belga, é incrível a regularidade do italiano em corridas com média montanha. Em 2020, mesmo sendo uma época encurtada, foram 3 pódios e um total de 15 top 10, obtendo boas prestações o ano todo. Atenção a Pasqualon nas clássicas belgas, este ano já fez alguns top 20. Xandro Meurisse esteve algo apagado, mas deu metade das vitórias na equipa, com 1 etapa e a geral em Murcia.



Aimé de Gendt esteve muito, muito bem, 8º na Etoile de Besseges, 2º na Le Samyn, 4º na Bretagne Classic e 3º na Volta ao Luxemburgo, mas continua a ser um ciclista muito irregular, aos 26 anos ainda tem algo para progredir e mais presenças no World Tour só lhe vai fazer bem. Tendo em conta o seu “pedigree”, Danny van Poppel esteve bem, mas não esteve estupendo, a parte final de temporada salvou-o claramente. Ainda em processo de recuperação, Jan Bakelants esteve bem melhor que em 2019 e espera ainda ser útil no World Tour com a sua experiência.

 

O menos

Outrora vencedor do Europe Tour, Timothy Dupont esteve a anos luz do que nos tem acostumado desde 2016, muito mais irregular, ainda conquistou 2 pódios dispersos. A falta de oportunidade e mais apoio interno levou-o a sair, também porque talvez sinta que o World Tour será um pouco demais para ele ainda para mais com 33 anos. Boy van Poppel fez tantos top 10 em 2019 e eclipsou-se em 2020, passando a trabalhar para o seu irmão. Mas talvez a maior desilusão tenha sido Odd Christian Eiking, quando parecia em claro crescimento aos 25 anos de idade e depois da sua melhor temporada de sempre, o único top 10 que fez foi…nos Nacionais. Completamente desaparecido, precisa de reencontrar o seu nível já em 2021.



 

O mercado

A equipa já quase tinha uma estrutura e composição para o World Tour, portanto não houve muitas mexidas. Saem Fabien Doubey, Yoann Offredo, Xandro Meurisse e Timothy Dupont, sendo que apenas Dupont e Meurisse têm tido grande impacto recentemente.

Nenhum dos reforços é propriamente um líder, sendo que Rein Taaramae e Louis Meintjes já parecem estar na fase descendente das suas carreiras. Jan Hirt é um bom trepador, mas muito incompleto para provas por etapas, Jonas Koch fará as vezes de Timothy Dupont, sendo que Lorenzo Rota entra para o bloco de apoio a Andrea Pasqualon. Georg Zimmermann é uma aposta de futuro e Baptiste Planckaert alguém que claramente tem valor para correr como ciclista de apoio a este nível.



 

O que esperar de 2021?

O plantel não é muito extenso, 27 ciclistas por agora e até tem um bom misto de experiência e juventude. No mercado não houve grande acréscimo de qualidade, portanto o expectável é que o nível de resultados se mantenha, a transição é sempre complicada. Em Jonas Koch, Andrea Pasqualon e Danny van Poppel a equipa tem 3 sprinters capazes de discutir o top 10 em todas as provas que sejam boas para as suas características. Para as provas por etapas é que será mais complicado até porque Hirt e Meintjes têm grandes debilidades no contra-relógio, o mais certo é que nas grandes Voltas tentem caçar etapas tal como toda a equipa. Há aqui 3 nomes que em 2021 podem dar o salto, Aimé de Gendt, Quinten Hermans e Loic Vliegen, sendo que Vliegen até já fez top 10 na Amstel Gold Race.

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