O calendário de Alaphilippe, Jakobsen e Asgreen e o trepador que faltou a Lefevere

Ontem surgiram muitas novidades directamente de Calpe, onde decorreu o media day da Quick-Step. A equipa belga divulgou ou permitiu que os seus ciclistas divulgassem o seu calendário e objectivos e até Patrick Lefevere confidenciou algo sobre o plantel de 2022 que ainda não se sabia.




Entre Monumentos, etapas no Tour e títulos Mundiais há uma corrida em especial que tem escapado a Julian Alaphilippe, e será essa prova o grande foco de 2022. Falamos da Liege-Bastogne-Liege, um Monumento do ciclismo de estrada, que escapou por entre os dedos do francês em 2020 (festejou cedo demais, perdeu para Roglic e viria a ser relegado para 5º) e em 2021 (Pogacar bateu-o ao sprint). A preparação será feita essencialmente para o bloco das clássicas das Ardenas, começando em França com o Tour de la Provence e 2 clássicas. Seguem-se 3 corridas italianas, a Strade Bianche, o Tirreno-Adriatico e a Milano-SanRemo, que ganhou em 2019).

A Volta ao País Basco servirá de última rodagem antes da Amstel Gold Race, da Fleche Wallonne (triplo vencedor) e da “La Doyenne”, a Liege-Bastogne-Liege. Depois deste intenso bloco haverá umas semanas de descanso antes de ir ao Dauphine aquecer os motores para a Volta a França, onde o objectivo deve passar por ganhar etapas, andar de amarelo e potencialmente vencer a classificação da montanha, visto que vai haver algum desgaste depois de um início de época destes. A presença de Remco Evenepoel nas clássicas vai ajudar o francês a ter menos pressão e a desfrutar mais da camisola arco-íris.



A equipa belga vai ter um bloco bastante forte na Volta ao Algarve, como já é habitual. Para além de Remco Evenepoel, podemos contar nas estradas portugueses com Fabio Jakobsen, fortíssimo candidato nas etapas ao sprint, e Yves Lampaert, que vai preparar as clássicas. Em relação a Jakobsen, depois da recuperação incrível que teve e dos resultados soberbos da Vuelta, a saída de Sam Bennett indicou que seria o holandês o grande sprint da Quick-Step para 2022 e isso confirma-se, com a presença na Volta a França. Mark Cavendish, o vencedor da camisola verde do Tour no ano passado deverá fazer o Giro, não estando ainda nada definido em relação ao Míssil da Ilha de Man, pois ainda está a recuperar da queda grave que sofreu na pista no final de 2021.

A Volta ao Algarve não será a primeira corrida de Fabio Jakobsen em 2022, já que fará a Volta à Comunidade Valenciana no início do mês. Entre clássicas como a Kuurne-Brussels-Kuurne, a Gent-Wevelgem, a Dwars door Vlaanderen, a De Panne e o Scheldeprijs fará o Paris-Nice, antes de começar a preparar a Grande Volta mais importante do ano, tendo que terá ao seu lado Michael Morkov, que trabalhará com Jakobsen e Cavendish, estando apenas ao serviço do britânico quando o holandês não estiver a correr, confidenciou Morkov à imprensa dinamarquesa.




Como referimos em cima, Yves Lampaert estará em Portugal para preparar as clássicas e também fará parte do comboio de Jakobsen em muitas corridas, nomeadamente em Valência e no Paris-Nice. Depois terá objectivos mais específicos ao longo da temporada, como a Omloop, a E3, o Tour des Flandres e o Paris-Roubaix. Outro especialista em clássicas, Kasper Asgreen, desta vez não deverá estar em estradas algarvias, mas confirmou a sua presença na Volta a França, que começa precisamente na Dinamarca. Tentará defender com sucesso o título conquistado no Tour des Flandres em 2021.

Houve também algumas declarações interessantes de Patrick Lefevere, primeiro sobre Remco Evenepoel, onde diz que o belga queria voltar ao Giro, mas que é preferível para ele correr a Vuelta, pois é uma prova onde existe menos pressão associada. Depois, o polémico responsável da Quick-Step confessou que queria um trepador experiente para estar ao lado de Evenepoel e que estiveram nas cogitações 2 nomes, que não vieram por razões distintas e, curiosamente, ambos seriam regressos. O primeiro era Dan Martin, que acabou por se retirar, diz Lefevere que não estava convencido pelas exibições recentes, e o segundo foi Wout Poels, que chegou mesmo a ligar a Lefevere, e como a chamada não foi atendida, renovou pela Bahrain, referindo ainda que um ciclista com estas características é bastante caro no mercado.

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