Antevisão da 6ª etapa da Volta a Portugal – Edição Especial

Jornada relativamente acessível na zona Oeste onde só o vento deverá impedir um sprint em pelotão compacto.

 

Percurso

Entre Caldas da Rainha e Torres Vedras será certamente uma jornada muito nervosa, os 155 quilómetros não têm dificuldades montanhosas, a geral não se pode ganhar, mas pode-se certamente perder graças a uma má colocação. Os comboios vão ter muito importantes, têm de estar na frente a 5 kms da meta, porque aí começa uma sequência frenética de rotundas.



Ao todo são 13 dentro dos últimos 5000 metros, sendo que algumas delas significam mesmo uma mudança de direcção. A curva à esquerda mesmo antes da entrada no quilómetro final será decisiva. Atenção novamente ao vento amanhã, não estará tão forte como hoje, mas na larga maioria do traçado soprará de costas e lateralmente aos ciclistas, perfeito para bordures e esta parte da zona Oeste, em cotas muito baixas, tem áreas muito expostas. Existirão rajadas de 30 km/h.

 

Favoritos

Obviamente Dan McLay tem de estar nos escolhidos novamente. O britânico ganhou com autoridade, por 2 bicicletas de avanço e nunca pareceu duvidar do que estava a fazer. Está obviamente em grande forma, o 2º lugar em Viseu numa etapa com 3000 metros de acumulado mostrou isso.

Hoje Riccardo Minali estava na roda certa, mas falhou nos últimos 200 metros. No entanto não só não teve um homem fulcral com ele (Mauro Finetto esteve na fuga), como também o final plano de amanhã lhe assenta muito melhor que o de hoje.

 

Outsiders

Leangel Linarez somou hoje o 2º pódio da competição, será que à 3ª é de vez para o ciclista da Miranda-Mortágua? Foi indubitavelmente impressionante tendo em conta que teve de perder velocidade na última curva, começou o sprint muito atrás e ainda foi 2º.



Dos ciclistas que hoje estiveram na luta, César Martingil é daqueles que preferirá uma chegada com menos dificuldade, como a de amanhã. No entanto, o Atum General/Maria Nova Hotel/Tavira está focado na protecção a Frederico Figueiredo, Martingil tem de apanhar o comboio da Arkea.

As declarações de Dan McLay foram um pouco estranhas, ele mencionou que dentro da equipa há 3 ciclistas rápidos e que todos podem sprintar, depois de ter ganho com a facilidade com que o fez. É bem possível que amanhã a aposta recaia em Christoppe Noppe, o belga fez um lançamento incrível e já tinha estado em destaque no prólogo. Dan McLay já fez algo parecido em 2019 numa prova 2.1, ganhou a 1ª etapa do Herald Sun Tour e na última etapa foi Tom Scully a sprintar em vez dele. Como a Arkea tem o melhor comboio tudo é possível.

 

Possíveis surpresas

A Efapel pode montar um bom comboio para Rafael Silva, que hoje estava no sítio certo e depois faltou explosão na parte final, César Fonte e António Carvalho podem ser as carruagens. Amanhã será mais dia para Samuel Caldeira, por exemplo, terreno mais acessível e menos vento, logo haverá menos necessidade que Caldeira trabalhe, e o mesmo se aplica a Daniel Mestre, apesar da equipa estar focada na defesa da amarela. Oscar Pelegri estará mais adaptada para amanhã e conta com Rafael Reis, enquanto as equipas espanholas têm em David Gonzalez e Carlos Canal os seus homens mais rápidos. João Matias carrega a esperança do Aviludo-Louletano e Luís Gomes deve voltar a estar na luta por causa da classificação por pontos.



 

Super-Jokers

Os nossos Super-Jokers são Fábio Costa e Daniel Freitas

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